Depois de dois anos de pesquisa, planejamento e criação de produtos, a startup de tecnologia 0xCarbon chega oficialmente ao mercado neste mês. Com investimento proprietário de R$3 milhões, a companhia surge com duas soluções tecnológicas de ponta na prateleira: Alore (Wallet-as-a-Service para custódia de ativos digitais) e Zeca (IA generativa e brasileira nativa) – ambas conectadas entre si e destinadas a redefinir as interações digitais financeiras e a automação de processos.
A 0xCabon foi criada por Fabio Canesin (CEO) – executivo que atuou em grandes companhias do mercado de energia, como a Schlumberger (SLB), e integrou projetos de universo cripto, como o Nash.io e Elrond (MultiverX). Atualmente, a startup já roda com empresas piloto e possui a meta de alcançar ao menos 20 novos clientes para cada plataforma (Alore e Zeca) até o final de 2024.
A proposta da 0xCabon é desenvolver e oferecer para companhias brasileiras soluções disruptivas baseadas em blockchain e IA. “A automação de processos, que teve início nos anos 80 com o avanço nas comunicações, se expande atualmente para outros aspectos criativos do trabalho e do entretenimento – como exemplificado pelo ChatGPT. Essa tendência deve avançar sobre o setor financeiro por meio da tecnologia blockchain. Um exemplo é o projeto DREX, do Banco Central. Nesta esteira, observamos uma imensa oportunidade de negócios”, comenta Canesin.
Ainda de acordo com o CEO, uma grande tendência para o futuro é o surgimento de assistentes digitais e serviços impulsionados pela Inteligência Artificial (IA). Este cenário prevê uma integração profunda entre tecnologia de IA e blockchain. “As “IAs pessoais” serão especialmente cruciais, sugerindo produtos e serviços adaptados às preferências e necessidades individuais dos usuários. Isso indica uma mudança para uma economia onde as IAs atuam como novos agentes econômicos, realizando transações diretamente entre si. Para suportar e coordenar essas relações complexas, a segurança e a previsibilidade fornecidas pelos smart contracts se tornarão essenciais, implicando a necessidade de todas as IAs estarem conectadas à blockchain”, comentou.
ALORE
A plataforma Alore surge com o diferencial de oferecer soberania sobre transações e dados. “Somos uma empresa brasileira. Além de estar preparados para o DREX e toda a regulamentação e compliance relacionados à futura moeda digital do Brasil, somos os únicos que desenvolveram um sistema de Wallet-as-a-Service para custódia de ativos digitais que pode ser implementado na própria infraestrutura do cliente (self-hosted) garantido a privacidade de dados das transações”, afirma Canesin.
Além disso, a Alore dispõe de novas tecnologias para gerar um alto nível de segurança. “Utilizamos uma combinação do nosso protocolo sMPC-TSS (Secure Multi-Party Computation, Threshold Signature Scheme) com a Account Abstraction, introduzida pelo novo EIP-4337 na rede Ethereum em abril de 2023, e o uso de passkeys, adotados pelo Google e Apple no final de 2023”, explica o CEO. “Assim, geramos um alto nível de confiança e também conseguimos possibilitar a assinatura de transações com segurança e de maneira familiar — como por exemplo através de uma API REST”, diz.
ZECA
Já o Zeca destaca-se por ser uma inteligência artificial generativa construída especificamente para o mercado nacional – e com forte domínio do português do Brasil. “Diferentemente de produtos como o GPT-4, que tendem a oferecer respostas mais precisas em inglês, o Zeca é otimizado para entender e interagir com as nuances da nossa língua. Isso ocorre porque cada IA reflete uma ‘personalidade’ e traços culturais influenciados por seu treinamento. O Zeca é especializado nas leis, normas e peculiaridades culturais do Brasil. Portanto, ao ser utilizado para suporte ao cliente ou para responder e-mails, adapta-se melhor ao perfil dos brasileiros, oferecendo uma interação mais natural e eficaz”, explica.





