A Aceleração Next, programa liderado pela Federação Nacional das Associações de Servidores do Banco Central (Fenasbac), em parceria com a Sinqia, Finansystech e Mercado Bitcoin, realizou o Demo Day de seu primeiro batch na última terça-feira (30), em evento realizado no escritório do Torq, núcleo de inovação da Sinqia, em São Paulo.
O programa tem como objetivo desenvolver as áreas de negócios das fintechs em projetos que trazem inovação ao Sistema Financeiro Nacional, principalmente nas áreas de blockchain, Open Finance, finanças descentralizadas (DeFi), Web 3 e criptomoedas. No evento, seis fintechs selecionadas apresentaram seus projetos pilotos para resolver problemas dentro da cadeia de inovação financeira e conectarem-se a grandes empresas para financiamento dos trabalhos.
Para Rodrigoh Henriques, diretor de inovação da Fenasbac, o evento trouxe uma sensação de entrega conjunta, pois reuniu todos os que ajudaram a construir o programa. “É o poder da soma. A gente não angariaria tantos mentores de alto nível sozinhos. Não conseguiríamos essa qualidade das fintechs sozinhos. É uma sensação de começo de dever cumprido. A barra sobe depois de uma entrega como essa”, afirmou.
Para Juliana Innecco, head de investimentos do Torq, o programa inovou ao escolher a tese do universo Web 3. “A qualidade das startups que participaram foi bem interessante. O time que acompanhou os projetos trouxe sempre bons feedbacks. Temos muito para colaborar com um grupo destinado a movimentar o ecossistema e trazer assuntos diferentes para a discussão. Estamos saindo desse primeiro ciclo com ótimos pilotos”, afirmou. A Sinqia acompanhou duas das oito fintechs selecionadas: Credix e KillB.
A Credix é uma plataforma tecnológica que conecta investidores institucionais globais a fintechs de crédito em países emergentes, fornecendo capital com custo mais baixo. Utiliza rede blockchain da Solana e infraestrutura DeFi para originação, distribuição e financiamento dos investimentos.
No projeto piloto, a empresa busca apresentar soluções de como fazer com que fundos brasileiros consigam comprar criptos no Brasil; desenvolver um sistema com stablecoin brasileiro e criar eficiência utilizando a estrutura mais otimizada do ponto de vista tributário. “Se conseguirmos fazer um stablecoin brasileiro, poderíamos fazer com que o dinheiro saísse e entrasse de volta no país”, explicou Chaim Finzola, co-founder e Chief Growth Officer da Credix.
Segundo ele, para o próximo ano a empresa pretende continuar explorando a parceria com a Sinqia para criar mais operações com fundos e parceiros. “Desde o começo, como mantenedora e mentora, a Sinqia vem ajudando muito a gente, dando dicas semanalmente. Existe a oportunidade de integrar as tecnologias da Credix e da Sinqia. Continuamos olhando não só para a parte de trazer financiamento para o Brasil, mas também para a tokenização das garantias, trazer mais eficiência do ponto de vista de portfólio”, afirmou.
Já a KillB tem como propósito diminuir a burocracia para fintechs entrantes no mundo Web 3 e cripto, enquanto mantém o compliance regulatório. A solução oferece interoperabilidade entre Web 2 e Web 3 para serviços financeiros como pagamentos de fiat para cripto, cartão corporativo, conta bancária, folha de pagamento e remessas internacionais.
Com o programa, desenvolveram um projeto piloto end to end para ofertar para bancos e outras instituições financeiras clientes da Sinqia uma conta em dólar digital. A empresa trabalhou questões regulatórias, a área de BizDev e de produto. De acordo com Juliane Martins, co-founder da empresa, o Next foi a ponta de lança para a empresa começar a atuar no Brasil. “É um grande programa para as empresas começarem a se relacionar com os principais players. O Next traz esse relacionamento muito forte com o setor privado, mas também o regulador. Para uma empresa ter sucesso ela tem que ter esse relacionamento com as duas pontas”, disse.
Ao todo, o programa recebeu mais de 60 inscrições, das quais foram selecionadas oito fintechs, que participaram de um processo de aceleração, com duração de 16 semanas. Inicialmente, foi feito um diagnóstico das empresas, seguido da definição de um plano de ação customizado para a fintech, com entregas preestabelecidas. Durante o desenvolvimento, as fintechs tiveram acesso a mais de 90 horas de mentorias com especialistas, cinco encontros regulatórios e workshops e mais de 200 horas de atividades. Em paralelo, desenvolveram um produto piloto junto a uma empresa mantenedora parceira. Ao final, as fintechs fizeram um novo diagnóstico para medir a evolução no programa e apresentaram seus resultados no Demo Day.
As pré-inscrições para o segundo batch do Next estão abertas por meio do link: nextfintech.com.br . Entrarão como mantenedoras dessa segunda turma a CIP e a Elo, somando ao time de mantenedores do primeiro Batch.







