Marcio Berger é publicitário com MBA em Varejo, na FIA-USP. O cofundador e atual CEO da Peak Invest tem passagens pelo Grupo Vivara, Crocs, Luxottica e Shamir Israel (grupo Essilor).
Fora do escritório, o executivo é entusiasta de esportes radicais, entre eles mountain bike e surfe. Além disso, preza pela família e amigos, em especial o seu filho, com quem aprende grandes lições. Confira a entrevista a seguir.
Qual a sua melhor memória de infância?
Eu brincando com meu irmão e minha irmã, fazendo rolê de bicicletinha, que tínhamos na época. Nós morávamos em Itapecerica da Serra, e tivemos uma infância muito gostosa.
Um livro ou um filme que mudou sua vida.
Cem Dias Entre Céu e Mar, do Amyr Klink. Esse livro tem uma mensagem interessante sobre a importância do planejamento. O Amyr diz que fica chateado quando o chamam de aventureiro. Aventureiro é aquele que vai para expedição sem preparo, equipamento e planejamento necessário. Ele conta que atravessou o Atlântico remando. Isso tem que ser planejado. Eu pratiquei vários esportes radicais e nunca tive uma lesão mais séria. Sempre fui regrado nos meus treinos e me planejei, com equipamento correto. Fica claro que ele é um planejador nato, por isso continua com suas viagens até hoje.
Qual é o seu lugar preferido?
Maresias. Na minha opinião, é a praia com as melhores ondas no estado de São Paulo. Eu visito com frequência. Tenho muitos amigos lá. Eu prezo pelas amizades, sou muito social, converso com todos.
Descreva um dia perfeito.
Uma folga programada em um dia útil, com um rolê de bike épico ou surfe em um dia especial, enquanto ajudo o time pelo celular. Se não conseguir ajudar, eles vão fazer tudo e marcar um golaço. E quando eu chegar, vão me falar: “Fechamos aquele baita negócio”.
Para você, o que é sucesso?
Sucesso é ter paz. Se a empresa e a família vão bem, tenho paz. Não preciso ser o homem mais rico do mundo. Preciso ter dinheiro suficiente para que tenha paz e não me preocupe com dinheiro.
Qual foi a sua maior superação?
Já participei três vezes da Andes Pacífico, uma prova de mountain bike dificílima, que dura cinco dias. Também fiz tow-in, surfe puxado por jet ski, no Waimea Bay, no Havaí – com ondas de 10 metros de face. Mas a maior superação foi manter a Peak Invest funcionando, viva. Depois de dois anos de pandemia, estamos saindo fortalecidos.
Alguém que te inspira.
Meu irmão caçula, Marcos. Ele era muito mal compreendido no começo, mas hoje em dia está super bem-sucedido.
Como se vê daqui a 10 anos?
Eu me vejo com mais paz que tenho hoje, fora do operacional, apenas como sócio da Peak. Cuidando da minha família e da saúde. Investindo em outras empresas, startups, como conselheiro, que pode dividir a experiência dos quase 60 anos vividos – tenho 49 atualmente – e tudo que aprendi.
Se pudesse resolver um problema do mundo, qual seria?
Eu inventaria a cura do TEA (Transtorno do Espectro Autista). Tenho um filho que está no TEA. É um cara nota dez, vive super bem. Se precisasse ter dez filhos igual a ele, faria agora, de verdade, não tem problemas. Mas sei que tem muita gente sofrendo, então acabaria com o sofrimento por qualquer tipo de distúrbio em criança. Crianças não deveriam sofrer por distúrbio, seja paralisia cerebral, doenças degenerativas, retardo mental. É difícil lidar com diferenças quando se é criança ou adolescente. Quando somos mais velhos, o entendimento é mais fácil.



