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Dia Internacional da Mulher Negra: 5 livros escritos por autoras negras

Dia 25 de julho é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

Celebrado no dia 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha começou em 1992, ano do 1º encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, realizado em Santo Domingos, na República Dominicana.

Além de propor a união entre essas mulheres, o evento tinha como foco denunciar o racismo e o machismo enfrentados por mulheres negras, sobretudo na região das Américas.

Para compreender melhor a história e a perspectiva delas, bem como valorizar suas causas defendidas, o Crania lista cinco indicações de livros de autoras negras, que abordam, além de racismo, temas como amor, respeito e outras vivências relacionadas às mulheres negras.

Djamila Ribeiro – Pequeno Manual Antirracista

Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em onze capítulos, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas.

Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos. O livro recebeu o Prêmio Jabuti 2020 na categoria Ciências Humanas.

Teresa Cárdenas – Cartas Para A Minha Mãe

A autora cubana Teresa Cárdenas conta a história ambientada em sua terra natal. Nela, uma menina escreve cartas para sua mãe morta. Através delas ficamos sabendo que teve que ir morar com a tia e as primas, que não gostam dela. Não se cansam de lembrar que deveria fazer um esforço para disfarçar sua cor e ficar mais parecida com uma pessoa branca. Sua avó está sempre desgostosa, com ela e com a vida em geral. Mas a autora das cartas começa lentamente a descobrir um mundo além de seus problemas familiares.

À medida que faz amigos, suas feridas começam a cicatrizar. A menina fica cada vez mais forte, consegue ganhar o respeito dos outros e aprende a aceitar a si mesma a aos outros. Este é um romance sobre perdas irreparáveis e o poder restaurador do amor e do auto respeito.

Liliana Angulo Cortés – Y el amor… ¿cómo va?

Da artista colombiana Liliana Angulo Cortés, o livro situa o sentimento de amor e a energia do desejo em relação aos contextos sociais que os moldam e que fundaram a vontade de “viver juntos”, uma convivência que não encontra seus limites em um casal, nem heterossexual nem homossexual. , nem na instituição familiar, mas se enche de sentido em sua busca.

Ao se apoiar na exploração de modelos possíveis, ainda que efêmeros, de um novo “estar junto” —que precisa ser inventado—, o projeto atribui um lugar central ao amor no mundo contemporâneo, e assim se opõe ao senso comum.

Carolina Maria de Jesus – Quarto de Despejo

O diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem a este livro, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível na hora de contar o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos. Escrito na década de 1950, “Quarto de Despejo” é o livro mais popular da autora.

Maria Firmina dos Reis – Úrsula

Obra inaugural da literatura afro-brasileira, Úrsula é um dos primeiros romances de autoria feminina escritos no Brasil. Maria Firmina dos Reis, mulher negra nascida no Maranhão, constrói uma narrativa ultrarromântica para falar das mazelas sociais decorrentes da escravidão.