Intensidade. Adoro esse conceito: “Algo que se manifesta com força, vigor”. Eu sempre gostei de colocar intensidade nas minhas atividades. Físicas e mentais. Cravei no meu subconsciente essa característica, o que a tornou irreversível. Sendo assim, me desculpo de antemão. A partir daqui não encontrarás purismos linguísticos nem muito menos de ideias. Pode até ser brutal, depende mais de você do que mim. Seguir é por sua conta e risco.
Mágicos, massagistas e messiânicos atuam do mesmo lado do cérebro. E o ilusionismo costuma pegar mesmo quem está com os sentidos apurados. Mas a História só anda para frente. Embora existam percalços. E retrocessos. Truques, trampas e trapaças inevitavelmente ficam para trás. Deixando traumas e devaneios.
Nada se escuta sobre a cremosidade do gravy inglês ou efetividade e maciez de um certeiro gin tonic. Ou da força do sabor de um carneiro bem assado. Mais fácil exaltar a acidez de um Sauvignon Blanc ou o azedume que exala de um bom molho grego. As narrativas precisam ser desconstruídas. A verdade nunca é uma só.
No d’Orsay não restam dúvidas. O surrealismo é irmão do impressionismo. 100 anos e Tarsila do Amaral segue sendo mais cubista do que nunca. Apesar das ruminantes antropofagias nunca digeridas. Nem muito menos evacuadas. O desconforto gastrointestinal é crônico. A elite nunca olha para o povo senão para deformá-lo.
God bless o Brasil, sejamos mais imperialistas que o nosso império. Anitta is number one! Nosso soft power em portunhol está mais pop que a Shakira. Vendemos todo nosso sex-appeal para um sistema em decadência. Pelo menos não viramos uma Rússia enrustida! Nosso capitalismo é de impacto. Comunismo soviético? Uh lá lá! Não paremos no tempo, a vida na Cosmópolis é uma só. E passa.
Avant-guarde. Olhemos pra frente. Cabeça erguida para um grande mergulho no pretérito do futuro. Cadaqués é nossa. E é aqui. E é agora.
Prazer, meu nome é Marcelo, sou pai do Nico e do Martim. Que esse amor paternal, intenso e incontornável, me defina pra sempre. “E que de mim emane somente amor”, diria um velho sábio.
Estarei por aqui. In Crania we believe. A lot. Mais ou menos regularmente revelarei a nudez de ideias anacrônicas e bipolares. Altamente atuais. Em dosagens que variam, da tragédia ao tuíte, talvez mensalmente, talvez nunca mais. Porque além de intenso sou dramático. Lembrem-se de Sir Candem: “The proof of the pudim is in the eating”. Today more than ever.
Sejamos felizes para sempre!



