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QI, QE e QA. Que é isso?

Se todas as novas condicionantes do mercado não fossem o bastante para dificultar o aconselhamento àqueles que desejam ingressar no mercado de trabalho, ainda surgem novas siglas para medir aptidões

Os conselhos que dávamos nos anos 1980 aos jovens em busca de emprego incluíam, por exemplo, um curso de datilografia. Nas décadas seguintes, falar inglês e lidar com informática se tornaram habilidades de crescente valor. Agora, adentrando o século 21 com onipresente inteligência artificial e universos digitais a desviar a atenção da garotada, o conceito de empregabilidade torna-se mais fluido e desafiador para os especialistas.

Se todas as novas condicionantes do mercado não fossem o bastante para dificultar o aconselhamento àqueles que desejam ingressar no mercado de trabalho, ainda surgem novas siglas para medir aptidões. Após o teste do quociente de inteligência (QI), que indica o potencial de memória e de cálculo, por exemplo, se somou o da inteligência emocional (QE), uma combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação.

QI e QE são vistos hoje como fatores de sucesso na carreira e na vida. Mas a modernidade está forçando a criação de mais um quociente, o QA, de adaptabilidade. Este, dizem os entendidos, considera a especial capacidade do trabalhador em se posicionar e de aproveitar favoravelmente de um ambiente onde mudanças rápidas e constantes são a regra. QI, QE e QA se tornaram as fases de ingressar, ascender e vencer na selva corporativa.

Características como jogo de cintura, curiosidade, audácia e resiliência se inserem no rol de qualidades perseguidas pelos recrutadores. Mas como se pode definir o quão QA alguém é? QI e QE são menos importantes do que a nova QA? As máquinas poderão ser mais flexíveis do que nós quando houver mudanças no horizonte a desafiar toda a organização? Creio que a psicologia e a gestão de recursos humanos estão em busca de respostas.

A tecnologia veio para mudar tudo. Sempre foi assim. Basta lembrar o que ocorreu com a chegada do vapor aos teares da Europa lá em meados do século 18. A automação continuará desalojando muita gente dos postos de trabalho, mas com a diferença de alcançar até mesmo o labor intelectual. Haja QA para nos adaptarmos aos novíssimos cenários! Mas não menos importante é ter inteligência e resistência emocional para escolher certo.

Eis então o conselho a ser construído para ser levado às novas gerações. Aprender com a realidade e não ser relutante com as mudanças, para que as suas oportunidades não sejam fulminadas por elas. Mas também não ser tão ser flexível ao ponto de deixar de ser você mesmo um decisivo agente das mudanças em curso. QA, QI e QE precisam de sonoro “Que é isso!”.

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