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Quando o remédio é pior que a doença

Com a subida dos preços do petróleo e a volatilidade do ativo, as preocupações quanto à inflação aumentaram

Já são duas semanas desde que o conflito começou e continuamos vendo essa catástrofe humanitária acontecer pelos veículos de comunicação. Nos resta torcer pelo fim do conflito o quanto antes.

A ameaça de um ataque nuclear também segue assustando e continua nos preocupando pelos próximos dias.

No âmbito econômico, as sanções tomadas por diversos países estão dando sinais claros de uma possível estagnação econômica mundial. O petróleo tem sido um dos assuntos mais comentados em meio ao conflito. E, bem… vamos falar sobre isso.

Em 1973, a Guerra do Yom Kipur marcou o que foi chamada de primeira fase da crise do petróleo. A economia mundial era muito dependente do petróleo e derivados. Com a relevância do ativo, foi criada a OPEP, da qual fazem parte todos os países exportadores de petróleo. Em 1990, a organização decidiu restringir a oferta e, claro, com menos oferta disponível, o preço disparou.

A segunda fase foi marcada pela Revolução Iraniana e a Guerra Irã-Iraque, que prejudicou a produção da commodity. O resultado foi pior que da fase anterior: os preços subiram muito mais e só voltaram a cair quando a Arábia Saudita aumentou a produção.

Por último, tivemos a crise de 1991, marcada pela Guerra do Golfo e que causou o maior impacto de todos na economia mundial. O preço subiu tanto que foram necessários longos anos para que se estabilizasse novamente.

As datas e crises têm a ver com o que estamos passando agora, do ponto de vista de consequências. As sanções, que foram tomadas na intenção de contribuir para o encerramento do conflito, até o momento não parecem surtir efeito; e, de quebra, vêm provocando um cenário de inflação mundial.

Nessa semana, Biden proibiu a importação de petróleo da Rússia e fez negociações com Irã e Venezuela. A medida eleva ainda mais os preços no mercado internacional.

Agora vemos a segurança econômica mundial ser colocada em xeque.

Com a subida dos preços do petróleo e a volatilidade do ativo, as preocupações quanto à inflação aumentaram. Se você achou que com o aumento da taxa de juros iria se ver livre dela, está enganado. Aparentemente, estamos longe do fim.

Alguns estudos já demonstraram que petróleo e inflação estão relacionados. É quase que uma relação de causa e efeito. Acompanhe comigo… esse insumo é quase indispensável para o funcionamento da economia. É uma das mais importantes fontes de energia do mundo. As variações no preço do barril podem causar crises econômicas de grandes proporções. Com altos preços da gasolina e diesel, somado ao aumento da inflação, as pessoas gastam menos, o que afeta diretamente o desenvolvimento da atividade econômica.

A inflação esteve lado a lado das grandes altas do petróleo durante as três crises. Por isso, há uma única certeza: a guerra elevará a inflação no mundo. Como será que os Bancos Centrais vão lidar com isso? Talvez não elevem os juros por conta dos choques das commodities, mas a expectativa para a taxa de juros (que visa controlar a inflação) já está aumentando. É importante lembrar que antes da Guerra a inflação já estava sendo um problema.

Bolsonaro já está ligado e, durante a semana, convocou uma equipe para traçar uma estratégia para combater esse tal monstro. Na próxima semana, teremos reunião do Copom, que deve continuar no processo de aperto monetário. Já há a expectativa para que a Selic rompa a barreira dos 13% nos próximos meses.

Talvez essa seja, realmente, a maior das consequências que as grandes potências como os EUA, devem continuar enfrentando – só que com mais intensidade, daqui pra frente. Veremos como os países desenvolvidos vão lidar com essa provável inflação fora de controle.

Fora a inflação e petróleo, alguns outros ativos também estão chamando a atenção. Com o conflito, a demanda pelo níquel aumentou e o preço subiu, trazendo relevância para essa commodity. A maior produtora mundial de níquel é a Vale. Já vemos os impactos nas ações da empresa: está subindo.

Os grãos também estão se valorizando: o trigo disparou mais de 50%. Metais também estão subindo, o ouro chegou a US$ 2 mil dólares a onça pela primeira vez em 18 meses. O alumínio também apresenta um movimento crescente.

As criptomoedas também voltaram a chamar atenção, pois está sendo uma das formas mais fáceis de ajudar a Ucrânia e enviar recursos financeiros. Empresas e pessoas mandaram já cerca de USD 60 milhões em criptomoedas para o país e até uma plataforma já foi criada para facilitar as arrecadações. Isso nunca foi visto antes. Com o objetivo de não terem nenhuma ligação sequer com o governo, as criptomoedas têm um poder de valorização sem precedentes. Para se expor, você pode investir no Coin Cripto.

Ontem, Joe Biden assinou uma ordem executiva para que seja avaliado o risco para a criação de um dólar digital. A decisão trouxe mais reconhecimento para as criptomoedas como o Bitcoin, que já apresentou alta.

E antes de encerrar, quero deixar alguns avisos: ontem participei da live do Carteira Universa com os demais gestores do fundo. Passamos pelo contexto macroeconômico, desdobramentos da guerra e esclarecemos como o fundo pretende reagir diante de tudo. Se quiser conferir, é só clicar aqui.

Semana que vem, teremos live do FoF Melhores Fundos, com o Bruno Mérola, analista da série os Melhores Fundos de Investimento da Empiricus. Falaremos também sobre cenário macroeconômico e o impacto para os fundos da série FoF e de previdência. Espero você lá!

Na próxima segunda, começa mais uma “Semana da Super Renda Fixa”. Traremos títulos e condições de cashback para que você busque retornos na casa dos dois dígitos ao ano com a segurança típica da renda fixa. Fique de olho!

Por último, na próxima quarta-feira (16), às 18h, farei uma live no Youtube da Vitreo para falar sobre cannabis com o Enzo Pacheco e o João Piccioni, analistas da Empiricus e especialistas no tema. Conto com sua presença! Até lá.

Leia o Diário de Bordo na íntegra:  clique aqui. 

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