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A caixa ainda está aberta!

Nesta semana, a caixa de Pandora foi novamente aberta. Um vazamento de informações envolvendo inúmeras personalidades internacionais, batizado de “Pandora Papers”, e com Facebook, Instagram e WhatsApp fora do ar por horas, ficamos com a sensação de que o mundo parou para manutenção

Você conhece o Mito de Pandora? Se você gosta de mitologia grega, já deve ter escutado a história.

O mito é parte da briga entre Zeus e Prometeu, um dos titãs, que junto com o seu irmão Epimeteu, criou os homens e os animais.

Zeus, enfurecido depois que Prometeu roubou os fogos dos deuses e deu-os aos homens, enviou uma mulher humana criada pelos deuses, Pandora, para casar-se com Epimeteu, com uma caixa cujo conteúdo ela desconhecia.

Mesmo contra a vontade de Epimeteu, Pandora, tomada por curiosidade, abriu a caixa e liberou todos os males que até hoje afligem os humanos. Tristeza, doenças, sofrimento e outros. Até então, nada disso era conhecido. E o pior… a caixa foi fechada antes que a esperança pudesse sair.

Nesta semana, a caixa de Pandora foi novamente aberta. Um vazamento de informações envolvendo inúmeras personalidades internacionais, batizado de “Pandora Papers”, trouxe entre outras tantas, a informação de que o ministro Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, teriam recursos no exterior por meio de empresas offshore.

O fato de essas empresas estarem devidamente declaradas junto à Receita Federal chega a ser irrelevante. No campo de batalha que estamos vivendo no país, com mídia, governo e parlamento em constante confronto, a informação caiu como mais lenha na fogueira da bagunça política que estamos enfrentando.

E no mesmo dia que o mundo recebia a notícia desses vazamentos, Mark Zuckerberg parece ter “tropeçado nos fios”, como nos memes que dominaram a internet. Com Facebook, Instagram e WhatsApp fora do ar por horas, ficamos com a sensação de que o mundo parou para manutenção.

E assim começamos o último trimestre do ano, com a mesma tinta escura do último mês.

Seguimos acompanhando o desenrolar da queda da chinesa Evergrande, agora acompanhada da concorrente Fantasia Holdings, que também estaria com dificuldades com alto endividamento. Os nomes das empresas são ótimos…

No Brasil, apesar das chuvas nos últimos dias, a crise hídrica ainda preocupa. No mundo, a crise energética segue ocupando as principais manchetes, com o petróleo e o gás natural batendo novos recordes de preço, enquanto a Opep mantém mão firme, segurando um eventual aumento na produção. Quem investiu no Vitreo Petróleo está surfando essa alta toda. O fundo subiu mais de 15% em setembro e o movimento continua forte em outubro.

E o medo da inflação, e consequente aumento de juros, causado pela interrupção nas cadeias produtivas com a pandemia, segue pautando a aversão a risco de investidores mundo a fora.

O resultado é que praticamente todos os ativos performaram mal em setembro.

O Ibovespa foi completamente “castigado”, caindo 6,57%. Desde junho, quando atingiu a máxima de 2021, o índice já caiu mais de 15%. A Bolsa americana também teve um mês difícil, com o S&P 500 caindo 4,76%.

Fundos imobiliários caíram (IFIX -1,24%), NTNB-s (títulos do governo atrelados à inflação) também caíram. Até o Bitcoin caiu em setembro.

Ativos que se salvaram em setembro foram poucos. Destaque para o Dólar que se valorizou frente ao Real (5,63%) e as commodities não metálicas.

Já falei do petróleo acima. Quem está no FoF Commodities, Vitreo Agro, Vitreo Urânio (subiu 20,62% no mês passado) ou Vitreo Carbono (subiu 4,87% no mês passado) também pôde aproveitar essa onda.

Se praticamente todos os ativos foram mal, é fácil (e triste) fazer a ponte para o resultado dos nossos principais fundos.

FoF Melhores Fundos caiu 1,30% mês passado e agora está praticamente empatado com o CDI no ano, com 2,42%. Já a SuperPrevidência 2 caiu um pouco mais (1,61%) e está em território negativo no acumulado dos primeiros 9 meses do ano.

O Carteira Universa teve um mês duríssimo, caindo 5,26%. Apesar de negativo no ano, ele acumula 4,26% nos últimos 12 meses. Nem o acerto no aumento da posição em dólares foi suficiente. Falamos bastante sobre cenário e como está o posicionamento do fundo na live que ocorreu nesta quarta-feira. Resumo: estamos preocupados, mas seguimos achando que a Bolsa está atraente nesse cenário e que estamos diante de uma boa oportunidade para investir, principalmente pensando no longo prazo. E aqui, repito, entender esse prazo e saber que o caminho não será uma linha reta é fundamental para momentos de instabilidade como o que estamos passando.

Falando em live, ela ocorreu na sequência do nosso evento interno anual, batizado de Day One, no qual dividimos com todos os nossos colaboradores os resultados do ano até aqui, além de falarmos de nossos planos para o futuro. Acabamos atrasando um pouco o início e o áudio ficou um pouco pior do que o de costume. Por isso vamos fazer mais uma Live do Carteira ao longo do mês de outubro.

Com o resultado vermelho das Bolsas aqui e no exterior, todos nossos fundos de ações sofreram. Não sobrou nenhum com retorno positivo.

Em um mês tão complicado para os mercados, importante destacar quem foi bem também: o FoF MF Global (2,15% de alta no mês e 8,48% no ano), o FoF MF Retorno Absoluto (1,87% em setembro) e o Money Rider HF (0,89% no mês e 8,95% no ano).

Mês difícil, atenção redobrada nas oportunidades e muito suor.

Para fechar este Diário de Bordo, queria te contar dos últimos lançamentos aqui.

Semana passada começou o Vitreo RF Ativo, uma alternativa mais conservadora, que busca as oportunidades que estão surgindo no mercado de juros, inflação e crédito privado. Já temos muitas ofertas bacanas na prateleira de Renda Fixa da Vitreo, como as LCAs atreladas ao IPCA emitidas pelo BTG (com a mesma taxa que os clientes têm por lá), mas ainda não tínhamos um fundo com essas características.

E na quarta-feira estreamos os primeiros fundos de cripto focados em NFTs do Brasil, o Coin NFT para público geral e o Cripto NFT para investidores qualificados. Inspirados nas ideias do André Franco da Empiricus, os fundos exploram as oportunidades desse segmento dentro do universo do criptoativos. Se quiser saber mais sobre essa tese, clica aqui.

O principal ativo hoje na carteira desses dois fundos é uma cripto que o André acertou na mosca! Em menos de uma semana, a AXS subiu mais de 100%. Nos últimos 3 meses, ela subiu mais de 750%. A AXS também está na carteira no nosso primeiro fundo, o Criptomoedas.

Bom, hoje o recado era esse. Mercados seguem muito complicados. Fundamental diversificar em diferentes estratégias, ter parte dos recursos com exposição ao dólar e discernimento para encarar períodos difíceis e aproveitar as oportunidades.

Leia o Diário de Bordo na íntegra:  clique aqui. 

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