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Temos motivos para ficar otimista com a bolsa americana?

As ações acompanham os lucros. Se os lucros sobem, cedo ou tarde as ações convergem. É tipo barbante que puxa um carrinho. Barbante não se empurra, ele puxa

Começo chamando atenção para os resultados dos bancos que saíram essa semana. Comentamos em nossos podcasts diários (acesse) sobre os principais. Preparamos também um report diário com o conteúdo do podcast para aqueles que preferem ler ao invés de escutar o podcast, disponível para os clientes do plano Premium.

BARBANTE NÃO SE EMPURRA…

Como vocês bem sabem, investimentos sempre carregam uma dose de risco, afinal é a remuneração dele que buscamos. Ao investir, existe a possibilidade de os investimentos não serem bem-sucedidos, ou seja, somos remunerados por colocar nosso capital em risco. Falo isso porque os riscos nunca podem ser ignorados. No entanto, tenho quatro imagens que talvez te deixem otimistas com o mercado daqui para frente.

O primeiro diz respeito ao efeito positivo que temos visto no índice S&P 500 com a divulgação de resultados. Os lucros corporativos têm sido muito positivos para o mercado de ações nesse período pós-pandemia. Desde março de 2020, o S&P 500 subiu, a cada trimestre, cerca de 4% em média no período de seis semanas dos resultados.

A julgar pelos resultados melhores do que o esperado dessa semana e que ajudaram a empurrar especialmente o setor bancários, é possível que vejamos esse trend se repetindo. Até aqui 35 empresas do S&P divulgaram seus números, sendo que 83% delas bateram estimativas de lucros e 81% em termos de receitas.

As ações acompanham os lucros. Se os lucros sobem, cedo ou tarde as ações convergem. É tipo barbante que puxa um carrinho. Barbante não se empurra, ele puxa.

SAZONALIDADE…

O segundo gráfico diz respeito à sazonalidade histórica do período em que entramos. Não há garantia que a história irá se repetir, mas historicamente o período atual (segunda quinzena de outubro) até o final do ano tende a ser positivo para o mercado americano. O gráfico abaixo mostra isso comparando com o atual momento (linha vermelha).

A terceira é uma tabela que mostra que a estatística mensal corrobora isso. De 1964 até 2020, os meses de novembro e dezembro apresentaram retornos positivos para o S&P 500 em 68% e 72% das vezes, com um retorno médio de 1.4% e 1.3% respectivamente.

MEDO?

E o quarto… por fim, o Fear and Greed Index calculado pela CNN ainda se encontra no patamar de medo, mostrando que ainda existem vários receios no mercado – inflação, cadeias de suprimentos, valuations, problemas com geração de energia. A boa notícia é que quando o sentimento de medo ainda domina, tradicionalmente temos um bom ponto de entrada no mercado. Seguindo a lógica do velhinho de Omaha de comprar quando os outros tem medo, e de ter receio quando os demais estão gananciosos.

SUPPLY CHAIN

As interrupções nas cadeias de suprimentos têm sido um importante gargalo para o crescimento e uma fonte de preocupação para os agentes de mercado. E não é por menos: ao longo desse ano temos visto tal questão ser mais e mais comentada pelas empresas quando da sua divulgação de resultados.

Na semana que passou tivemos os resultados dos bancos, os quais tendem a ser menos impactados por esses efeitos. Mas entendo que a partir de agora vamos falar mais desse receio e seus impactos nos resultados das empresas.

PERMANENTEMENTE TEMPORÁRIA?

Não só esse, mas também o receio em torno da transitoriedade ou não da inflação. Pesquisa recente do Deutsche Bank revela que diversos agentes do mercado ainda consideram a inflação como um fenômeno temporário. No entanto, a evolução mensal mostra que mais e mais investidores vão relativizando essa crença e acreditam que ela pode não ser temporária.

Esse vai ser o outro foco dos resultados daqui para frente. Sentir como as empresas estão lidando com essa maior inflação e medir o impacto desta sobre as margens de lucros.

Nesse sentido, teremos uma semana carregada de nomes conhecidos divulgando seus números: Johnson&Johnson, Phillip Morris, Halliburton, Nextera Energy, Verizon, Procter&Gamble, Whirpool, Nucor, American Airlines, American Express; além de algumas empresas de tecnologia como Intel, Paypal, Netflix, Tesla, IBM, entre outras. Calendário completo: clique aqui.

Era isso pessoal…nos sigam nas redes sociais @willcastroalves no Twitter ou Instagram.
Aquele abraço!!!

WILLIAM CASTRO ALVES

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