12 filmes sobre o mercado financeiro para assistir antes de entrar no home broker

Prepare a pipoca, aprenda com bons e maus exemplos e, claro, divirta-se!  

O número de pessoas interessadas no mundo dos investimentos não para de crescer. De acordo com dados divulgados pela B3 em abril, a Bolsa brasileira já soma mais de 3,5 milhões de investidores pessoas físicas. A gente quer aumentar esse interesse, não só pelo mercado de capitais, mas pelo financeiro como um todo. Para isso, preparamos uma lista com doze filmes e documentários que tanto entretêm como ensinam. Boa maratona.

WALL STREET: PODER E COBIÇA (1987)

Um dos filmes mais famosos sobre o assunto, conta os bastidores da Bolsa de Valores de Nova York. Um corretor, Bud Fox (Charlie Sheen), e um investidor bilionário, Gordon Gekko (Michael Douglas), unem-se na busca por lucros vultosos, mas a ilegalidade cobra seu preço. Vale também assistir à continuação: “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”.

Expondo a falta de escrúpulos e a ganância de seus personagens, o filme transmite a mensagem do velho clichê: “Dinheiro não traz felicidade”.

O LOBO DE WALL STREET (2013)

Estrelado por Leonardo Di Caprio e com direção de Martin Scorsese, somou cinco indicações ao Oscar em 2014: melhor filme, melhor diretor, melhor ator, melhor ator coadjuvante e melhor roteiro adaptado. Na trama, Jordan Belfort, um corretor que realmente existiu, faz fortuna ao burlar regras do mercado financeiro. Prepare-se para uma ode ao dinheiro e à luxúria.

Belfort ensina por linhas tortas: abusar das drogas derruba até lobo.

O PRIMEIRO MILHÃO (2000)

Não tão conhecido quanto “O Lobo de Wall Street”, mas com um fio condutor parecido: jovens corretores descobrem que é possível enriquecer enganando investidores ingênuos. O longa, com Vin Diesel e Ben Affleck no elenco, mostra as (des)aventuras de quem escolhe andar à margem da lei.

Apesar de não ser uma história real, ela faz lembrar o ditado da sua avó: “Quando a esmola é demais, o santo desconfia”.

CAPITALISMO: UMA HISTÓRIA DE AMOR (2009)

Dirigido por Michael Moore, retrata como o capitalismo, na visão do documentarista, corrompeu os ideais de liberdade que alicerçam a Constituição americana. O argumento é de que a busca por lucro potencializa a desigualdade social. Entre os entrevistados por Moore estão personalidades da política e da economia dos Estados Unidos, como Elizabeth Warren, Bernie Sanders e John McCain.

Contém ironia no título e Michael Moore é (complete como quiser).

TRABALHO INTERNO (2011)

Vencedor do Oscar de melhor documentário de longa-metragem, aborda a crise financeira de 2008, com foco nos principais elementos que causaram a recessão econômica nos Estados Unidos. Narrado por Matt Damon, traz entrevistas com economistas, jornalistas e políticos, jogando luz sobre a corrupção em Wall Street.

Se você quer entender melhor a bolha imobiliária que derreteu a economia dos EUA em 2008, esta é uma produção obrigatória.

QUANTS: OS ALQUIMISTAS DE WALL STREET (2010)

Este documentário apresenta e analisa o trabalho dos analistas quantitativos, os “quants”, profissionais que usam modelos estatísticos e matemáticos para identificar oportunidades de investimento. Quais os impactos dessas análises no mercado financeiro? Os quants são mesmo confiáveis?

O filme talvez lhe traga mais perguntas do que respostas, sendo a mais importante delas: “Quem cuida dos meus investimentos se baseia em quê?”.

GRANDE DEMAIS PARA QUEBRAR (2011)

Baseado num livro de Andrew Sorkin, também se aprofunda na crise de 2008, mas pelo olhar de um personagem fundamental: Henry Paulson, à época Secretário do Tesouro dos Estados Unidos. O drama reproduz conversas de personalidades do calibre do ex-presidente do Federal Reserve Ben Bernanke e do investidor Warren Buffett, e detalha como Wall Street atuou em meio à crise.

Tamanho é documento?

JOGO DO DINHEIRO (2016)

Um apresentador americano, interpretado por George Clooney, dá dicas sobre a Bolsa e o mercado financeiro. O personagem de Jack O’Connell as segue, mas perde todo o dinheiro, e aí decide invadir a emissora e obrigar o jornalista a vestir um colete com explosivos. Julia Roberts, na pele da produtora do programa, tenta contornar a situação, sem sucesso. Tudo isso ao vivo para os espectadores, que, claro, fazem a audiência bombar.

Não confie em tudo que você vê na televisão.

MARGIN CALL: O DIA ANTES DO FIM (2011)

Uma corretora promove uma série de demissões. Eis que surge um pen-drive com dados sobre a real situação da empresa. É o ponto de partida para que os personagens se vejam metaforicamente diante do abismo. Indicada ao Oscar de melhor roteiro original, a produção é mais uma a ter como pano de fundo a crise de 2008.

Mentir e vender ativos da empresa falida, ou manter a ética? É a pergunta de um milhão de dólares que perpassa o filme.

APOSTANDO NO ZERO (2016)

O documentário revela os “dois lados” sobre um crime em Wall Street: de um lado, Bill Ackman tentando provar que a Herbalife faz parte do maior esquema de pirâmide da história. Do outro, os executivos da empresa alegando que Ackman é, na realidade, um manipulador do mercado financeiro obcecado por arruinar a marca.

Na dúvida, não tenha inimigos.

A GRANDE APOSTA (2016)

Inspirado no livro de Michael Lewis e vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado, o filme retrata como quatro agentes financeiros (vividos por Christian Bale, Ryan Gosling, Steve Carell e Brad Pitt) de certa forma anteviram a quebra do sistema imobiliário dos EUA, em 2008, e conseguiram lucrar com isso.

Esteja à frente do seu tempo e dos outros, mas cuidado com a grana: é um bicho perigoso.

THE CHINA HUSTLE (2017)

O documentário mostra como empresas chinesas usaram companhias americanas de fachada para dar um golpe em investidores da Bolsa dos Estados Unidos. O movimento consistia em abrir capital com o nome dessas laranjas, anunciar falsos resultados e roubar o valor investido.

A ganância, mais uma vez ela. É preciso ousadia para investir, mas um pouco de pé atrás não faz mal a ninguém.

Deixe uma resposta