”É um doloroso, um arrepiante espetáculo, que despontou para mim: abri a cortina da corrupção do homem […] valores de declínio, valores niilistas, sob os mais santos nomes, exercem o domínio”
Nietzsche, O Anticristo, §6
 

Bugonia (2025) é o novo filme do grego Yorgos Lanthimus, que está concorrendo ao Oscar, em mais uma parceria com a atriz Emma Stone, cujo maior sucesso é Pobre Criaturas, que recebeu 11 indicações e arrematou 4 estatuetas em 2024. A nova comédia de humor ácido, ou suspense paranoico vem depois do não tão bem recebido Tipos de Gentileza (2024, e também com Stone). A obra traz uma perspectiva contundente sobre o niilismo na sociedade norte americana atual.

Yorgos Lanthimus

Yorgos Lanthimos é um cineasta e diretor teatral grego, nascido em 1973, conhecido por seu estilo singular, marcado pelo humor ácido, estranhamento e narrativas que exploram o absurdo das normas sociais. Associado a chamada “onda grega estranha” (greek weird wave), com filmes como Dente Canino, sua obra combina minimalismo estético, atuações deliberadamente contidas e temas como poder, controle, desejo e violência simbólica. Em produções posteriores, como A Lagosta, O Sacrifício do Servo Sagrado e A Favorita, ampliou sua visibilidade, trabalhando com elenco renomado, mas preservando sua identidade autoral. Seus filmes desafiam o público a refletir sobre moralidade e comportamento humano.

De modo consistente, sua obra codifica em fabulas a disfuncionalidade social inerente ao capitalismo tardio e outros aspectos da contemporaneidade, com uma estética onde a realidade e o grotesco se fundem num plano alegórico. O esforço atinge o status de comédia ao explorar o absurdo, isso o aproxima de autores como Kafka e Beckett.

Alguns traços persistentes na obra de Lanthimus é a ausência de redenção e o uso de personagens mecanizados em ambientes artificializados. Através de diálogos crus e filosóficos, ainda que dissimulados pela falta de consciência-de-si, os personagens revelam algo de perverso, egoísta, maquínico, ingênuo ou simplesmente estúpido. Tais recursos narrativos e cinematográficos não são usados para alienar e entreter o espectador, mas para desvelar o “demasiado humano” expondo o niilismo num plano estrutural. Seus personagens, um tanto despsicologizados, são do tipo que não sentem, não hesitam, apenas executam. O niilismo se revela através dos seus sintomas e modos de vida alienado.
 

Niilismo

A palavra niilismo vem do latim nihil, que significa nada. O termo é originalmente atribuído a Friedrich Heinrich Jacobi (1799) nas suas críticas ao idealismo alemão, principalmente a Fitche. O uso, contudo, se popularizou com o romance Pais e Filhos, de Ivan Turguniev, de 1862. Na obra o personagem Barazov é chamado de niilista, alguém que rejeita as autoridades, instituições, tradições e crenças (Turguniev, 2004).

O status filosófico do termo, como é trabalhado hoje, foi dado por Friedrich Nietzsche, que buscou entender a decadência de sua época, a Europa do século 19, enquanto anunciava a morte de Deus. Mas é somente no seu trabalho inacabado e postumamente publicado, Vontade de Poder, que é possível encontrar uma definição mais assertivas do filosofo:

Que significa niilismo? – Que os valores supremos
desvalorizem-se. Falta o fim; falta a resposta ao “Por quê?” 
 
O niilismo radical é a convicção de uma absoluta inconsistência da existência quando se [trata] daqueles valores que se reconhecem como os mais altos, adicionado o entendimento de que nós não temos o mínimo direito de acrescentar um além ou um em-si das coisas que seja “divino” ou moral de carne e osso [leibhafte]. 
 
                                                                                                 (Nietzsche, 1999, p.29)
 
Esse entendimento é uma consequência da “veracidade” acrescida: por tanto, ele mesmo é consequência da crença na moral.
(Nietzsche, 1999, p.29)

Nesta citação, Nietzche indica que niilismo emerge no momento que os valores supremos deixam de valer, gerando uma ausência de sentido ou finalidade. Para o autor, o niilismo se torna “radical” ao se perceber que não adianta substituir tais valores por outras elaborações transcendentais (dentre elas a verdade), que não há para onde fugir. Em outras palavras: há um excesso de verdade. Ao afirmar que o niilismo decorre da “veracidade acrescida” e de que é “consequência da crença na moral”, Nietzche busca atribuir como causa do niilismo a tradição moral ocidental que culmina no cristianismo, assim como o ressentimento implicado na crença.

O levante dos escravos na moral começa quando o ressentimento mesmo se torna criador e pare os valores. 
(Nietzsche, 1999, p.343)

o ideal ascético brota do instinto de proteção e de cura de uma vida em degeneração, que por todos os meios busca manter-se e combater por sua existência;
(Nietzsche, 1999, p.359)
             
Para Nietzsche o niilismo é uma espécie de diagnóstico histórico que emerge do colapso dos valores supremos da cultura ocidental. Algo que remonta ao platonismo, quando as ideias e a moral foram priorizadas em detrimento ao mundo sensível, para depois serem massificada pelo cristianismo. O ressentimento gerado pela culpa cristã e negação da potencialidade da vida lhes são inerentes. O niilismo, contudo, não possui uma única face. Ele pode tanto ser negativo, passivo, ou até positivo e destruidor/criador. Tais variações, no entanto, não foram descritas de forma sistemática em seus textos e a interpretação varia conforme leituras de seus comentadores. Trrês variações e atualizações do niilismo nietzscheano serão usadas mais adiante, nas análises dos três principais personagens de Bugonia.

Bugonia

Bugonia é uma adaptação livre do filme coreano Save the Green Planet!, e trata do sequestro atrapalhado de Michelle (Emma Stone), uma bilionária que preside uma corporação poderosa que atua na indústria química, farmacêutica e na área de logística. Michelle é uma executiva poderosa que busca surfar na onda do marketing ESG (Ecology, Social e Gender) para promover sua empresa, além, também, de se autopromover. O sequestro é perpetrado pelos primos Teddy (Jesse Plemons) e Don (Aidan Delbis). A motivação: Teddy acredita que Michelle é uma extraterrestre disfarçada de humana, vinda de Andromeda.

O título do filme, Bugonia, faz referência ao mito grego onde da carne putrificada de um boi sacrificado emana um enxame de novas abelhas. A interpretação do mito remete a transmutação das espécies, a geração espontânea de vida, e ao ciclo de morte e do renascimento.

Teddy

Cético da grande mídia, Teddy, o mentor do sequestro, é um apicultor que vasculha a internet em busca de suas próprias verdades. A fagulha de sua paranoia conspiratória é um mistério real, vastamente noticiado em 2017, sobre o desaparecimento das abelhas em algumas regiões do mundo. Essa é também a grande metáfora que dá sustentação ao filme:
 
“Tudo começa com algo… magnífico. Uma flor, depois, uma abelha. As operárias coletam o pólen para a rainha. Mas as abelhas estão morrendo, e era assim que elas planejavam. Para nos tornar iguais às abelhas. Mas elas não estão mais no controle. Nós estamos.”
(Bugonia, 2025, dir. Yorgos Lanthimus)

O medo de Ted é o de que aconteça com os seres humanos o mesmo que aconteceu com as abelhas (inclusive, ao longo do filme o tema da infertilidade humana é suscitado de forma transversal). Para ele há uma mesma causa intencional implícita nessas ações: a corporação comandada por Michelle. A conspiração fabulada por Teddy surgiu de uma ameaça e mistério real, como reportou a BBC News Brasil na época:

As populações de abelhas têm sofrido particularmente na Europa e América do Norte, por um fenômeno conhecido como “desordem de colapso das colônias”, em que abelhas operárias desaparecem abruptamente das colmeias.
A causa exata desse fenômeno é desconhecida, mas acredita-se que ocorra por uma combinação de fatores, que incluem uso inadequado de pesticidas.
Além disso, há outras razões que explicam a redução da diversidade de abelhas, como perda de habitat natural, mudanças climáticas e más práticas agrícolas.
O progresso das cidades e a redução de áreas florestais resultam em menos flores. E, sem flores, as abelhas ficam sem nada para comer. (BBC) 
(BBC, 2017)

O impacto do desaparecimento das abelhas não é trivial, segundo o especialista Carlos Vergara, citado nessa mesma matéria da BBC, “as abelhas polinizam a maior parte das plantas que existem” (BBC, 2017). É em nome desta “nobre” causa que Teddy elabora suas próprias verdades e a qual se doa até as últimas consequências.

É possível associar o comportamento de Teddy a um niilismo negativo, e que poderia ser hoje chamado também de niilismo institucional ou político. Teddy diz já ter aderido a grupos radicas da extrema esquerda e direita antes de arregimentar seu primo Don para sua causa solitária. Sua iniciativa contra essa face da “América Corporativa” se assemelha ao polémico caso do Luigi Mangioni, ocorrido em 2024, e que ainda aguarda julgamento. Mangioni é acusado de assassinar Brian Thompson, o CEO da United Health, a maior empresa de seguros saúde do mundo. Inclusive, nos Estados Unidos muitas pessoas passaram a ver o acusado como um herói. Num caderno achado pela polícia, com anotações feitas quatro meses antes do crime, Mangioni revela suas intenções:

“Finalmente me sinto confiante sobre o que farei. Os detalhes estão se encaixando. E não tenho dúvidas se é certo ou justificado. De certa forma, fico feliz por ter procrastinado, pois isso me permitiu aprender mais sobre a [UnitedHealthcare].” [1]
                         (CNN, 2025)

Mais adiante, no mesmo caderno, ele deixa claro:

“O objetivo é o seguro. Ele preenche todos os requisitos”, continuou ele na publicação de 15 de agosto. [2]
(CNN, 2025)

O ímpeto de Mangioni, assim como o de Teddy de fazer a própria justiça pode ser associado também a personagens de Dostoievski, autor que inspirou as reflexões “psicológicas” de Nietzsche quanto ao niilismo, em especial Rodya Raskolnikov, o protagonista de Crime e Castigo. O objetivo de Teddy, ao sequestrá-la, é fazer com que Michelle consiga levá-lo a uma reunião com os poderosos de Andromeda e, assim, salvar humanidade.

Contudo, esse “além” extraterrestre não é apenas puro delírio de Teddy. Acredito estar implícita como subtexto uma crítica social de Lanthimus sobre distância entre as classes dominantes, movidas pelo poder e lucro, das classes inferiores, desestruturadas e relegadas anti-depressivos, sem qualquer perspectiva de sentido, ou pertencimento social.

Teddy é um niilista negativo que oscila entre destruir o sistema e fantasiar com uma ordem alienígena. Nesses alienígenas, Teddy vislumbra alguma abertura para o diálogo, reconhecimento e até convencimento. Algo que lhe parece impossível no plano institucional imanente.

Vale pontuar que nos Estados Unidos, o que se entende por “alien” não é somente extraterrestre, mas, juridicamente, qualquer “não-cidadão”, seja ele um turista, estrangeiro, imigrante legal ou ilegal, ou estudante. A palavra também é usada no sentido metafórico, onde descreve alguém que não faz parte, que está fora da norma social, ou que venha a ser uma ameaça cultural, econômica ou social. A ambiguidade do termo não me parece, de forma alguma, alheia aos interesses do diretor enquanto crítico do precário tecido social norte americano.

Don

Don é o primo de Teddy e seu fiel escudeiro. Trata-se de um sujeito, sem laços sociais, com sinais de retardamento mental, abuso de remédios psiquiátricos e altamente manipulável. Teddy e Don parecem serem os únicos remanescentes de suas famílias, além da mãe de Teddy que é paciente terminal num hospital, e que usou, sem sucesso, drogas experimentais fornecidas pela farmacêutica de Michelle.

Ainda no início do filme, antes de efetuar o sequestro, Teddy efetua uma injeção de castração química em Don, e nele mesmo, de modo a não se deixarem atrair sexualmente pela vítima. Outra medida tomada por Teddy para garantir um distanciamento e desumanizar a vítima foi raspar o cabelo e maquiar Michelle como uma alienígena. Esses processos de desumanização da vítima se assemelham aos que os nazistas fizeram nos campos de concentração. O comportamento de Don corresponde àqueles que seguem ordem para satisfazer o líder, a quem demonstram uma obediência canina. O perfil de Don condiz com o de um niilismo passivo, expresso pela perda de proposito e subserviência. Seu aspecto exausto, ausente e moribundo exacerbam ainda mais essa noção.

Mais adiante no filme, quando Michelle, no cativeiro, consegue firmar contato com Don sem a presença de Teddy, Don revela a Michelle que deseja ser levado para o planeta dela. Nesse instante, Michelle acha que conseguirá enfim manipulá-lo a seu favor, contudo Don usa a espingarda, que até então servia para conter Michelle, para se matar: mediante o suicídio Don faz seu caminho para Andromeda.

Michelle

Durante todo o sequestro, a astuta Michelle que é formada em química e psicologia, busca persuadi-los de que a melhor saída para eles é a de desistirem do sequestro. Inicialmente ela busca convencê-los de que ela não é uma alienígena. Depois de quase morta, numa sessão de eletrochoque comandada por Teddy, ela muda de estratégia e passa a assumir para os conspiradores que é uma alienígena apenas ver-se numa posição mais favorável para manipulá-los e ganhar tempo de vida.

Ao assumir a posição de alienígena, com sangue aristocrático de Andromeda, como estratégia de sobrevivência, Michelle convence Teddy de que a loção usada para descongelar o radiador guardada na mala do seu carro é um remédio que irá curar a mãe de Teddy que se encontra internada em estado terminal num hospital próximo dali. O plano servirá para tirar Teddy de casa, deixando-a à sós com Don, e também, quem sabe, motivar a captura de Teddy, visto que a substância química aplicada na mãe irá matá-la.

Enquanto Teddy está fora, e após o suicídio de Don, Michelle consegue se desacorrentar acessando as chaves que estavam no casaco do cadáver de Don. Após se soltar, contudo, ao invés de fugir da casa, o que seria uma atitude racional, Michelle entra no escritório de Teddy onde ele opera um laboratório com corpos humanos dissecados, réplicas de espaço nave e recortes de notícias. Michelle observa tudo isso com fascínio. Quando Teddy, enfim, retorna e desce para o alçapão, ele encontra o corpo de Don e Michelle a sua espera. Um ponto que chama atenção é que ao se libertar, ao invés de fugir, Michelle aguarda o retorno de Teddy. Nesse reencontro, ela o encara com determinação e autoridade para convencê-lo a aderir a um novo plano: levá-lo para Andromeda. O portal para Andromeda é o armário que fica na sede da empresa de Michelle. E é para lá que eles rumam.

Minha tese interpretativa é a de que, no plano simbólico, a dissecação de cadáveres realizada por Teddy afim de descobrir se suas vítimas anteriores eram alienígenas se equipara as atividades (experiências químicas como pharmacos e agrotóxicos) realizadas pelo conglomerado de Michelle. Ao dar-se conta disso, Michelle deixa de fingir que é uma alienígena como mera estratégia reativa, para, com certeza de si, afirmar-se como uma.

O niilismo de Michelle condiz com o niilismo ativo, destrutivo-criador, ela não tem nenhum senso de moralidade, rejeitando o sentimentalismo e humanismo. Ela age pelos próprios interesses sem qualquer sinal de escrúpulos ou remorso. Nesse ponto ela e Teddy se assemelham: ambos são capazes de usar seres humanos como cobaias, estuda-los e até mata-los. Mas diferente de Teddy, que assumiu essa posição de forma negativa, agindo em busca de uma verdade de outro mundo, Michelle age a partir de suas próprias motivações.

É importante pontuar também que Michelle reproduz o arquétipo fáustico ao buscar dominar tudo, ultrapassar limites, afirmar-se sobre o caos, assumindo risco e instrumentalizando a moral. Ao final, é possível questionar se o niilismo de Michelle abre caminho para uma transvaloração, se é pura adesão aos valores (e jogos de poder) vigentes, ou se nos leva ao fim do mundo. Tais reflexões, contudo, vão além do escopo deste artigo.

 

Conclusão

 
Como demonstrado acima, Bugonia se impõe como uma das representações mais contundentes do niilismo contemporâneo, precisamente porque desloca o fenômeno do plano psicológico individual para sua dimensão estrutural, tal como Nietzsche o anteviu no diagnóstico de uma civilização esgotada. No filme de Lanthimos, o niilismo não aparece como um vazio existencial abstrato, mas como uma força que modela comportamentos, molda instituições, orienta fantasias e determina o destino dos indivíduos. Teddy, Don e Michelle não são apenas personagens: são modos de vida niilistas, faces complementares de um mesmo processo de decadência que atravessa a decadente sociedade americana e que, ao mesmo tempo, dela emerge.

Teddy expressa o niilismo reativo, movido pelo ressentimento e pela crença paranoica que ele mesmo fabrica para suportar a ausência de sentido. Don encarna o niilismo passivo, esgotado, subserviente, incapaz de qualquer afirmação, figura do homem esvaziado pela medicalização e pelo abandono social. Michelle, por sua vez, encarna o niilismo ativo, o mais perigoso: aquele que cria destruindo, que instrumentaliza tudo – pessoas, corpos, emoções – em nome do poder e da produtividade. Em cada um deles ressoa uma versão atualizada das categorias nietzscheanas, agora reconfiguradas sob as pressões do capitalismo tardio: isolamento social, colapso simbólico, hiper-medicalização, esvaziamento institucional, economia da atenção e a estetização corporativa do ESG.

Ao articular essas figuras num triângulo trágico, Lanthimos evidencia que o niilismo não é apenas uma “crise de valores”, mas a própria forma como o mundo contemporâneo organiza sua normalidade. Em Bugonia, a fronteira entre humanidade e desumanização não é quebrada pela irrupção de alienígenas, mas pela revelação de que não é preciso vir de Andrômeda para agir como um. A desolação moral não vem do cosmos, ela é produzida aqui mesmo, nas cadeias industriais, na mídia, na solidão digital, nos laboratórios farmacêuticos, nos quartos de hospital e nas mentes sacrificadas em nome da eficiência.

Assim, Bugonia atualiza o diagnóstico nietzscheano: não estamos diante do niilismo como destino metafísico, mas resultado histórico, tecido por relações de poder, tecnologia, paranoia informacional e indiferença corporativa. A obra expõe uma época em que a vida humana, assim como as abelhas do filme, pode ser manipulada, esgotada ou descartada, enquanto novas formas de “sentido” são criadas artificialmente para mascarar a degradação do real.

Se Nietzsche via, no século XIX, um pressentimento da derrocada dos valores supremos, Bugonia mostra que a sua realização prática no século XXI abdica por completo daquilo que a torna humana. Nesse sentido, o filme funciona como espelho incômodo de nossa época: uma parábola sobre a morte do sentido, e sobre o vazio moral que cresce onde antes havia vida.
[1] “I finally feel confident about what I will do. The details are coming together. And I don’t feel any doubt about whether it’s right/justified. I’m glad-in a way-that I’ve procrastinated bc it allowed me to learn more about [UnitedHealthcare].”
[2] “The target is insurance. It checks every box,” he continued in the August 15 entry.

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