O setor industrial brasileiro já apresenta avanços na adoção de Inteligência Artificial aplicada à gestão de pessoas. De acordo com o estudo “Impacto da Inteligência Artificial no RH”, realizado pela Caju, empresa que oferece soluções para RH desde benefícios e despesas corporativas à gestão de pessoas, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), 62,5% das empresas do setor industrial já utilizam Inteligência Artificial em seus processos de Recursos Humanos ou estão em fase de viabilização da tecnologia. O levantamento foi publicado no relatório Goles de Inspiração para o RH 2026, um produto editorial da Cajuína, frente de inteligência da Caju.
Lançado no início de dezembro, o Goles também aponta que 68% das empresas brasileiras já utilizam ou testam soluções de IA em seus processos de Recursos Humanos. Além do uso no setor industrial (62,5%), outros segmentos também se destacam no uso da ferramenta no RH, como: o setor de Serviços, que apresenta 77,5% de uso e o de Tecnologia, que atinge 86,5%.
“O profissional de RH tem papel fundamental na incorporação de novas tendências na cultura das empresas. Por isso, a Caju investe em análises de dados para conteúdos como o Goles, que orientam o setor na avaliação de riscos e construção de estratégias”, destaca Lucas Fernandes, CHRO da Caju. “Nossa capilaridade, que atinge 60 mil clientes e mais de 1 milhão de usuários pelo Brasil, permite que conheçamos a fundo as necessidades das empresas, de forma a apoiar as pequenas, médias e grandes de diferentes setores.”
Os dados reforçam que, além da adoção tecnológica, o papel do RH como agente central da transformação digital é um diferencial relevante no avanço da Inteligência Artificial dentro das organizações.
“Tenho observado o avanço da IA no setor industrial, mas reforço a urgência da soberania cognitiva. Não basta adotar tecnologia; é preciso desenvolver lideranças capazes de pensar criticamente, decidir com autonomia e ética, governar algoritmos e preservar o julgamento humano como vantagem competitiva sustentável em ambientes cada vez mais automatizados e complexos. As lideranças não podem transferir sua capacidade de agência, de pensamento e de decisão para a IA”, conta Paulo Almeida, professor e diretor do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas e Lideranças da Fundação Dom Cabral.
Uso de Inteligência Artificial no RH
Quando falamos de companhias com mais de mil colaboradores, 82,6% já utilizam ou testam soluções de IA em seus processos de Recursos Humanos. As atividades mais impactadas pela adoção da tecnologia são Recrutamento e Seleção (68,6%) e Análise de Dados (51,4%), refletindo a busca das empresas por eficiência, automação e melhores decisões estratégicas. Em 55,7% dos casos, a maior economia de tempo proporcionada pela IA ocorreu na triagem de currículos e pré-seleção de candidatos.
Goles de Inspiração para o RH
O Goles de Inspiração é um especial anual da Cajuína, frente de inteligência da Caju, criado para ampliar o diálogo sobre o futuro do trabalho e o papel estratégico do RH. Como um produto editorial imersivo, é uma pausa para reflexão e um espaço que reúne quem está experimentando novos caminhos, repensando modelos e construindo pontes entre o humano e o tecnológico.
Em sua quarta edição, são 13 entrevistas com profissionais de diferentes perfis, de empresas nacionais e multinacionais como Visa, SulAmérica, Amazon, Vibra, Heineken, entre outras. Ainda, o Goles traz dois estudos inéditos sobre personalização e inteligência artificial no RH, além de análises, referências e conversas com pesquisadores internacionais.







