Por Paramahansa Yogananda
— Além do conhecimento científico, o segredo para melhorar o cultivo das plantas é o amor. — Luther Burbank pronunciou estas palavras de sabedoria enquanto caminhávamos lado a lado em seu jardim de Santa Rosa, na Califórnia. Paramos em frente a um canteiro de cactos comestíveis.
— Enquanto fazia experiências para obter cactos sem espinhos — continuou –, eu falava frequentemente com as plantas para criar uma vibração de amor. “Não tenham medo”, dizia, “vocês não precisam dos espinhos defensivos. Eu as protegerei.” Gradualmente, a útil planta do deserto brotou numa variedade sem espinhos.
Fiquei encantado com o milagre. — Por favor, querido Luther, dê-me algumas folhas de cacto para plantar no jardim de Mount Washington.
(…)
Focalizei minha câmera fotográfica quando Luther me deixou em frente à famosa nogueira com a qual ele provou que a evolução natural pode ser telescopicamente acelerada.
— Em 16 anos apenas — disse — esta nogueira atingiu o estado de abundante produção de nozes. Sem auxílio, a Natureza teria requerido o dobro desse tempo.
A filhinha adotiva de Burbank veio ao jardim, brincando ruidosamente com seu cão.
— Ela é minha planta humana — Luther acenou carinhosamente para a menina.
— Vejo a humanidade agora como uma planta única e vasta que precisa, para as suas mais altas realizações, apenas de amor, bênçãos naturais do amplo ar livre e de hibridização e seleção inteligentes. No decurso de minha existência, observei progressos tão maravilhosos na evolução vegetal que aguardo com otimismo um mundo sadio e feliz, assim que sejam ensinados às crianças os princípios da vida simples e racional.




