A quinta edição da FLIMA, Festa Literária Internacional da Mantiqueira, começa no dia 25 e encerra no próximo domingo, dia 28. Sediado em Santo Antônio do Pinhal, São Paulo, o evento desenvolve atividades de difusão de literatura, formação de leitores e promoção de livros.
Autor de “Livro, leve e solto”, Daniel Corrá é um dos participantes do festival. O jornalista conduzirá a roda de conversa com o tema “Raízes como inspiração”, domingo (28), às 11h30.
Leitor voraz, como se define, o jornalista destaca a crônica como seu gênero literário preferido, inclusive na escrita. “Criar crônicas também me liberta e me permite tocar o outro. Trocar com o outro”, afirma.
O jornalismo tem relação direta com a predileção pela crônica, “que nasce, justamente, ao lado do jornalismo”. Daniel conta que biografias de figuras marcantes e grandes reportagens sobre o mundo lhe chamam muito a atenção, mais do que ficção.
Sobre as raízes, tema de sua apresentação no FLIMA, ele relata o apego à Serra da Mantiqueira, onde nasceu. “A região é linda e muito inspiradora. A natureza, o céu, os animais, o silêncio, minha casa, minha família. Amo ser um ‘ser’ caipira, criado numa escola no meio da Mata Atlântica”.
Tanto o “Livro, leve e solto” quanto o “Longos dias, breves crônicas”, livreto lançado em meio à pandemia, reúnem os elementos citados pelo escritor, cada um com uma bagagem diferente.
“Por isso, achei pertinente falar sobre como essas raízes podem fortalecer nossa imaginação e abrir portas para histórias que acessem memórias alheias também. Sem contar que vai de encontro com a proposta de um festival feito justamente no quintal aberto da Mantiqueira”, explica.
Daniel diz que, por enquanto, não tem planos para uma nova publicação. Entretanto, ele revela que segue escrevendo crônicas, que podem integrar um possível projeto num futuro próximo.



