O Setembro Amarelo termina, mas o cuidado permanece

Campanha de prevenção ao suicídio é oportunidade para entender melhor sobre o tema

O mês de setembro está acabando, mas a campanha de prevenção ao suicídio Setembro Amarelo, promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), transmite uma mensagem valiosa para qualquer período.

O suicídio é uma realidade difícil de encarar, e a falta de discussão acerca do tema impede o avanço no combate ao problema humanitário. No Brasil, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia – os registros se aproximam de 14 mil por ano, de acordo com o último levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019.

A campanha ressalta que o esforço para a prevenção deve ser coletivo, logo, é importante que todos saibam como ajudar nessa causa. O portal do Setembro Amarelo disponibiliza materiais com cartilhas de direcionamento. Outra forma de se familiarizar com a questão é ouvindo os profissionais que lidam diretamente com os casos.

Em uma palestra do Tedx Talks, a psicoterapeuta Jessica Wolf, especialista em prevenção de suicídio, relata o seu envolvimento com a causa e explica o principal fator responsável por motivar pessoas a tirarem a própria vida, assim como afasta alguns preconceitos.

Segundo Wolf, a decisão não é uma questão de coragem ou fraqueza, mas tem ligação com a dor emocional, que não difere raça, nem gênero, nem classe social. Entretanto, a especialista compartilha uma lição tirada de sua trajetória profissional, contada no vídeo abaixo. “Aprendi que a dor passa, e não passa como nos dizem, com o tempo. Passa por conta do que fazemos com esse tempo”, afirma.

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