Nesta última semana de 2024, Thiago Salomão, apresentador do podcast Market Makers, recebeu o economista e diplomata Marcos Troyjo. Durante a conversa, o economista e ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), apresentou um panorama sobre as sete tendências globais que devem moldar o cenário econômico, político e social em 2025. Reconhecido por sua visão estratégica sobre mercados emergentes, Troyjo ressaltou como essas dinâmicas impactarão a economia mundial.
Abaixo listamos de forma resumida estes sete tópicos. Para assistir ao episódio completo do Market Makers, clique aqui.
1. Crescimento da Ásia como polo econômico A Ásia continuará sua trajetória como motor da economia global. Países como China e Índia reforçam seu papel de protagonistas no comércio e inovação tecnológica, mesmo em meio a desafios geopolíticos. “A Ásia consolidará ainda mais sua influência como um centro de gravidade econômica”, afirma Troyjo.
2. Digitalização intensificada. A revolução digital ganhará ainda mais força com a popularização de tecnologias como 5G, inteligência artificial e blockchain. Segundo Troyjo, essas inovações não apenas transformarão setores como finanças e saúde, mas também redefinirão as relações de trabalho e a competitividade global.
3. Mudanças nas cadeias globais de valor. Com a pandemia e tensões comerciais, as cadeias de valor sofreram reconfigurações que se intensificarão em 2025. Empresas buscarão diversificar fornecedores e regionalizar operações, reduzindo a dependência de centros de produção específicos.
4. Sustentabilidade como pilar central. A transição para uma economia verde será acelerada, com investimentos recordes em energias renováveis e tecnologias de baixo carbono. Troyjo destaca o papel de regulações mais rigorosas e da pressão de consumidores para impulsionar essa transformação.
5. Mudança no equilíbrio de poder político. Em 2025, veremos um maior protagonismo de organizações multilaterais e coalizões regionais, especialmente em mercados emergentes. Troyjo aponta que países do Sul Global buscarão maior autonomia em temas como segurança alimentar e energética.
6. Transformações nos fluxos de capital. Investidores globais continuarão atentos a oportunidades em mercados emergentes, mas com foco renovado em setores como tecnologia, infraestrutura e energias limpas. A combinação de estabilidade macroeconômica e políticas atrativas será crucial para atrair capital.
7. Desafios populacionais. O envelhecimento das populações em economias avançadas e os altos índices de urbanização em mercados emergentes criarão novos desafios. “A dinâmica demográfica exigirá políticas públicas inovadoras para atender às demandas de uma população global em transformação”, ressalta Troyjo.
Mercados emergentes
Para Troyjo, mercados emergentes como o Brasil terão a oportunidade de se beneficiar dessas tendências, desde que invistam em competitividade e inovação. “O alinhamento a essas transformações será essencial para garantir protagonismo no cenário global”, conclui.
Com essas projeções, o especialista reafirma a importância de uma visão estratégica diante de mudanças rápidas e interconectadas, destacando a necessidade de adaptação e inovação para enfrentar os desafios do futuro.







