A plataforma de brand journalism da Ovo Comunicação

Contrate-nos

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Infelizmente, guerra

Além da angústia com as notícias de hoje, você deve estar se perguntando como esse conflito pode afetar seus investimentos?

Guerras existem desde que o mundo é mundo.

Antes, com muito mais frequência, por motivos diversos: religião, etnia, interesses políticos, econômicos. O resultado trazia riqueza e poder ao vencedor. E, via de regra, dor, destruição e submissão ao perdedor.

Semanas atrás, tropas russas avançavam e chegavam cada vez mais perto da Ucrânia. Os alertas feitos pelos EUA e Otan se concretizaram, infelizmente, na manhã desta quinta-feira.

Parece que Putin quer fazer como Pedro O Grande, primeiro imperador da Rússia que agia para intimidar e assim se tornou um dos imperadores mais bem sucedidos da História.

Na madrugada de terça-feira, soldados russos entraram no leste da Ucrânia, em Luhansk e Donetks. Putin afirmou que as tropas estavam lá para “manter a paz”. No entanto, para isso, seria necessário que o Conselho de Segurança da ONU reconhecesse essa ação, o que não aconteceu.

Essas duas regiões da Ucrânia teriam solicitado sua separação do país. A Rússia rapidamente atendeu ao pedido e enviou suas “tropas de paz”. Até ontem, a ordem de entrada não havia sido dada. Mas tudo mudou.

Por volta da 00h aqui no Brasil e 7h da manhã por lá, mísseis começaram a explodir em Kiev, a capital da Ucrânia. As estações de metrô funcionaram como refúgio, alarmes de ataques aéreos soaram no país e pessoas pegaram seus carros em busca de fugir para outros países da Europa. O caos foi instaurado.

O presidente da Ucrânia quer defender a sua pátria e até convocou seus militares para lutar pela existência de seu país. Ele mesmo tuitou: “O mundo está conosco”.

Acontece que, lá em 1994, no tratado de Budapeste, a Ucrânia entregou suas armas nucleares com a garantia de que seria protegida.

Com as chances de expansão da guerra, os países que fazem fronteira com Rússia e Ucrânia já ligaram o alerta de ameaça militar.

Do outro lado, líderes ocidentais buscam punir a Rússia, mas Putin já declarou que: “Todos que tentarem interferir devem saber que a reação da Rússia será imediata e levará a consequências nunca experimentadas na história”.

E onde está a ONU nessa história? Está de mãos atadas… não há muito o que fazer quando o país que está em guerra faz parte de seu Conselho de Segurança e possui poder de veto. Eles até tentaram e pediram, por favor, para Putin parar, apelando para a humanidade do presidente. Não foi o suficiente até agora.

A Otan também parece que não reagirá militarmente já que a Ucrânia não é um país membro, restando apenas apelar para a diplomacia.

O fato é que a Ucrânia é importante estrategicamente para a Rússia, mas não tem o mesmo valor para os EUA e a Otan. Isso explica parte da motivação da Rússia em impedir a entrada da Ucrânia na organização.

O presidente dos EUA assinou uma ordem proibindo que fossem feitos novos investimentos nas províncias separatistas. Os EUA, a UE e o Reino Unido querem excluir a Rússia do sistema de bancos do mundo. A Alemanha suspendeu a autorização para o início do funcionamento do gasoduto Nord Stream 2 (que liga os dois países). Novas sanções devem vir na sequência. Até a final da Champions League, marcada para ser em São Petersburgo no final de maio, pode mudar de local.

Além da angústia com as notícias de hoje, você deve estar se perguntando como esse conflito pode afetar seus investimentos?

Primeiro ponto: o mundo não vai acabar e movimentos reativos bruscos podem atrapalhar mais do que ajudar os seus investimentos.

É hora de calma e paciência. As crises aparecem, mas os ativos tendem sempre a se recuperar no longo prazo. Vide a última crise em 2020, que por acaso começou bem no carnaval. Seria um sinal?

Na Rússia, o principal índice da Bolsa apresentou a maior queda em um dia desde 2014, quando a Crimeia foi anexada.

Mas aqui no Brasil, o resultado pode ser diferente. Essa guerra está favorecendo – e muito – o preço das matérias-primas. Em outras palavras: as commodities estão subindo; afinal, a arma mais poderosa da Rússia é o petróleo e o gás.

A Rússia é um país que faz parte da Ásia e da Europa. A riqueza natural russa está na região Europeia, onde encontram-se petróleo e gás.

No mundo, a Rússia é o segundo maior fornecedor de gás natural. A Alemanha é um dos países que depende da energia russa. Com a diminuição da oferta, o preço do gás natural disparou.

Com o início de uma guerra, é possível que esses preços subam mais ainda. A questão é que não sabemos até onde chegará este conflito. Apenas o tempo dirá.

Com o ataque de hoje, o mercado de cripto que funciona 24h por dia, já sentiu o impacto. O Bitcoin e o Ethereum apresentaram quedas na noite de hoje. Reagiram como ativos de risco e não como proteção ou reserva de valor. Ibovespa amanheceu em queda, S&P500, Bolsas europeias também. Dólar subiu bastante contra o Real (e outras moedas no mundo também). Ouro e Prata também subiram, estes sim, comportando-se como reserva de valor.

Nesse momento alguns investimentos em setores específicos podem ser interessantes, como nosso fundo de Energia Limpa, que já é uma tendência até mesmo se não houvesse uma guerra, ou PetróleoCarbonoOuroPrata e até mesmo o nosso fundo de Commodities que junta várias teses esses em um só produto.

Alocações táticas pontuais também são interessantes nesse momento. O Carteira Universa, por exemplo, diminuiu sua alocação em ações americanas (-4%), ao mesmo tempo que aumentou as proteções em Ouro e Prata (+2,5%) e sua alocação em Petróleo (+1,5%).

Mas a recomendação principal é, eu repito: mantenha a calma! Uma boa diversificação deveria ser suficiente para aguentar trancos do mercado.

Um bom Carnaval para você, com melhores notícias para o mundo.

Leia o Diário de Bordo na íntegra:  clique aqui. 

Clientes

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Clientes