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William Castro Alves: uma conversa sobre juros, mercado imobiliário e alocação

Os juros americanos nada mais são do que o preço do dólar. Quando eles sobem, em tese, é como se o dólar ficasse mais caro no mundo. Fora isso, esse aumento nas expectativas de juros tem influência em diferentes setores, em especial o financeiro

Os juros americanos nada mais são do que o preço do dólar. Quando eles sobem, em tese, é como se o dólar ficasse mais caro no mundo. Fora isso, esse aumento nas expectativas de juros tem influência em diferentes setores, em especial o financeiro

Por William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities

Semana passada comentei que as quedas que víamos no mercado americano requeriam calma e ponderação do investidor, afinal a renda variável oscila, e durante as quedas sempre somos bombardeados de notícias que pregam o fim do mundo. Uma frase que gosto de destacar sobre o tema é:

“O mercado de ações é uma distração enorme para quem quer investir” 

Em outras palavras, boa parte dos eventos que nos cercam diariamente, como aumentos de juros, retirada de estímulos, China regulando mercados etc., gera oscilações de curto prazo que podem te distrair do foco da atividade de investimentos: aguardar e ter paciência para que eles maturem.  

Passada uma semana, já vimos os índices americanos ensaiarem uma recuperação. Da máxima a mínima o S&P caiu cerca de 5%, algo supernormal e que vai acontecer mais vezes, por isso é importante estar preparado.  

Mas vamos lá saber o que se passa no mercado. 

 JUROS NOS EUA 

O grande evento dessa semana foi a decisão de juros nos EUA. Em linhas gerais tivemos um pouco mais do mesmo, mas valem aqui alguns destaques: (i) mais dirigentes do FED veem espaço para aumentos de juros em 2022 e 2023, aquilo que o mercado chama de Hawkish – abaixo comento mais. (ii) FED elevou as projeções de inflação, mas segue vendo-a como temporária. (iii) O tão esperado tapering, ficou para novembro, mas ainda sem uma definição sobre qual será a velocidade de redução de incentivos (compra de títulos) – isso deve ser anunciado na reunião de novembro. Reportagem da CNBC resume bem os principais pontos – confira.

Os gráficos abaixo representam as expectativas de diferentes dirigentes do FED a respeito da trajetória dos juros. Cada ponto é a opinião de um dirigente diferente, e a junção delas ajuda a criar uma “curva” de expectativas acerca dos juros que baliza o mercado.

Por que isso é importante? Porque os juros americanos nada mais são do que o preço do dólar. Quando eles sobem, em tese, é como se o dólar ficasse mais caro no mundo. Fora isso, esse aumento nas expectativas de juros tem influência em diferentes setores, em especial o financeiro – isso ajuda a explicar o bom desempenho dos diferentes segmentos do setor nos últimos dias. 

MERCADO IMOBILIÁRIO 

Essa semana também foi importante para fazermos uma leitura do mercado imobiliário americano, com impacto na atividade econômica e na geração de emprego. Do que vi dos números, o setor vai bem, com dados de vendas de casas novas e de licenças para novas construções bem acima de outros anos – vide gráficos abaixo.

Fonte  

E isso é resultado de uma demanda muito forte: 

O gráfico abaixo indica que se for mantido o ritmo de venda atual, em menos de três meses todo estoque de imóveis seria consumido: 

Como consequência, há um aumento de preços dos imóveis vendidos nos EUA, em média 13% esse ano frente a 2020 – vide gráfico abaixo.  

O lado bom dessa história é saber que o mercado segue forte, o que ajuda a contrabalancear a esperada desaceleração da economia americana.  

ALOCAÇÃO NO MERCADO AMERICANO… 

Para acabar gostaria de falar desse que é um tema amplo, e que mereceria um estudo profundo a parte que foge ao escopo desse post semanal. Mas vou responder uma pergunta que surgiu essa semana nas minhas redes sociais (@willcastroalves no Instagram ou Twitter).  

Faz sentido alocar um percentual relevante da minha carteira num índice como S&P 500 ou Nasdaq através de um ETF, e o resto fazer o chamado “stock picking”, ao invés de focar apenas em escolher ativos?  

Entendo que esse pensamento faça total sentido. Digo isso porque em mercados mais eficientes – onde você tem um número maior de players operando – torna-se mais difícil superar a média, ou se torna mais difícil encontrar boas assimetrias. Mesmo quando analisamos a performance de investidores profissionais, fundos de investimento, isso é uma verdade. O gráfico abaixo compara a performance em diferentes janelas. Em suma, em prazos mais longos, pouquíssimos são os gestores que conseguem superar o mercado. Dito de outra forma, o gestor pode superar o índice por um ou dois anos, mas ao passar dos anos e de forma continuada, isso é mais complexo.   

Fonte.  

Era isso pessoal, aquele abraço!!! 

WILLIAM CASTRO ALVES 

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