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Pix acelera transformação do mercado brasileiro

Luiz Henrique Didier, CEO do Bexs Banco: “Eficiente e acessível, o novo método confere mais dinamismo à economia” 

Luiz Henrique Didier Jr., CEO do Bexs Banco: “Eficiente e acessível, o novo método confere mais dinamismo à economia” 

(Foto: Banco Central do Brasil)

O mercado de pagamentos brasileiro é palco de grandes transformações.  No ano passado, movimentou R$ 2 trilhões. Neste ano, deve registrar um crescimento de dois dígitos. E o impacto vai muito além do volume.  

O principal vetor de inovação é o aumento do coeficiente digital das transações. Cada vez mais fazemos compras via e-commerce, pagamos por aproximação, e, com a chegada do Pix, as mudanças tendem a se intensificar. 

Recentemente, num webinar, tive a oportunidade de conversar com especialistas sobre como esse mercado vem mudando rapidamente.  

Luis Filipe Cavalcanti, co-autor do livro “Payments 4.0 – As forças que estão transformando o mercado brasileiro”, abriu o debate salientando o impacto da chegada de novos entrantes, como Stone e PagSeguro, que hoje já superam o valor de mercado da Cielo, credenciadora líder em termos de market share.  

Uma das grandes mudanças no setor, de acordo com o Luis, remonta a 2010, quando se instituiu a interoperabilidade entre bandeiras. A partir daquela ocasião, Cielo e Rede passaram a operar tanto cartões da Visa como da Mastercard.  

Em seguida, entraram no segmento de credenciamento a GetNet e dois players com perfil inovador: a Stone, por conceber soluções além do mundo de pagamentos, e o PagSeguro, por focar no nicho de MEIs (microempreendedor individual) e oferecer contas digitais. 

Big Techs e fintechs entram na arena de pagamentos 

Não bastasse a maior competição entre as empresas de pagamentos, agora temos as big techs e fintechs ingressando no setor e agregando soluções que reúnem diferentes serviços e tiram proveito de ecossistemas com muita escala, como o de e-commerce e o de mensagens instantâneas. Também observamos que o comércio se transformou.  

Ao adotar o modelo de marketplace, os varejistas ampliaram a oferta de produtos, atraindo lojistas para sua loja virtual. Com isso, passaram a cativar mais compradores, atraídos por uma maior diversidade de produtos e serviços.  

Esse movimento acabou criando um círculo virtuoso, chamado de “efeito de rede” pelo autor. Vale destacar ainda que a esses marketplaces soma-se uma série de serviços financeiros, o que acaba por torná-los poderosas plataformas. 

Banco Central traz mais eficiência para o segmento 

Também presente no encontro virtual, o professor Adrian Cernev, da FGV EAESP, abriu sua exposição salientando que o livro “Payments 4.0” tem um grande mérito em retratar o histórico de mais de 30 anos e ao mesmo tempo apresentar os principais eixos atuais de inovação.  

Ele ressaltou o papel do Banco Central nas transformações. Sempre muito atenta à segurança do sistema financeiro, a instituição passou a se destacar promovendo grande eficiência. A plataforma Pix é um ótimo exemplo disso. 

Ao contrário de países em que big techs lançaram plataformas de pagamentos instantâneos, no Brasil coube ao regulador promover essa rede interoperacional. Assim, o BCB ampliou o potencial de competição entre os agentes financeiros e, consequentemente, tem promovido a inclusão de mais cidadãos e empresas.  

O Pix do Banco Central evita a concentração do mercado no Brasil e a oligopolização que vemos em outros países. Em razão de sua praticidade e baixo custo, o novo método já tem alta adesão nos segmentos de baixa renda. O grau de satisfação com o Pix passa de 98% entre os usuários, segundo Adrian Cernev.  

No debate, reforcei a questão de custo. O novo método oferece mais liquidez aos comerciantes e transações com custo mais baixo. Na outra ponta, são mais de 86 milhões de CPFs que já aderiram, uma base muito interessante para os comerciantes.  

Em seis meses, o Pix atingiu um volume que a indústria de cartões demorou décadas para atingir. Ao final da conversa, perguntei aos debatedores como ficará o cenário. 

Na opinião do Luis, o Pix ainda é um bebê, está começando a se integrar às operações. No varejo tradicional e no e-commerce, há espaço para melhorar sua usabilidade. Com essa evolução, será protagonista no varejo físico e digital.  

O professor Adrian concordou com as observações, dando ênfase à interoperabilidade da plataforma Pix. Reforçou que a geração Z aposta de forma mais natural em fintechs e se sente à vontade em experimentar serviços de novos players. Isso só aumenta a competição e incentiva mais investimentos, em um cenário em que o valuation das empresas do setor vem surpreendendo dia após dia.  

O fenômeno não é recente. O PayPal nasceu como spin-off do eBay e hoje tem valor superior ao do marketplace. As fintechs têm sido bastante exitosas, principalmente ao resolver os problemas dos clientes que, de modo geral, não recebem a mesma atenção dos players tradicionais. Elas constroem um engajamento via melhor experiência de uso e isso se traduz em crescimento e valuations mais robustos. 

Não podemos nos esquecer de que na base dessas transformações temos um amplo mercado consumidor, composto por quatro gerações distintas, com diferentes peculiaridades e graus de aderência a inovações. As novas gerações, nativas dos meios digitais, são a garantia de que esse mercado vai mudar muito nos próximos anos. 

Não à toa, em março, as transações por Pix chegaram ao montante de um bilhão, batendo o uso de TEDs e DOCs somados. Eficiente e acessível, o novo método confere mais dinamismo à economia, que se beneficia com o ingresso de mais de 40 milhões de pessoas não bancarizadas e o estímulo ao universo de pagamentos no contexto digital, seja no e-commerce, seja nas modalidades de aproximação, como via QR Code. 

Finalmente, o Pix é também o meio perfeito para que transações internacionais se conectem de forma mais fluida com o nosso país. Com ele, empresas e o mercado consumidor do Brasil e do mundo vão se integrar muito mais rápido. 

Participantes do Webinar: 

Luiz Henrique Didier Jr. – CEO do Bexs Banco 

Luis Filipe Cavalcanti – Sócio da Colink Business Consulting e co-autor do livro “Payments 4.0 – As forças que estão transformando o mercado brasileiro” 

Adrian Kemmer Cernev – Professor da FGV-EAESP e pesquisador do FGVcemif 

Assista na íntegra: Payments 4.0 – As forças que estão transformando o mercado brasileiro 

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