Primeiro trimestre é o mais aquecido da história das healthtechs

As startups de saúde receberam US$ 91,7 milhões em 14 rodadas de investimento

As chamadas healthtechs receberam US$ 91,7 milhões em 14 rodadas de investimento

Em meio a grandes dificuldades enfrentadas pelo sistema de saúde do país devido à pandemia, as healthtechs, startups dedicadas a desenvolver inovação para o setor de saúde, receberam um recorde de investimentos para um trimestre.

Ao todo, foram aportados US$ 91,7 milhões em 14 rodadas, como mostra o Inside Healthtech Report #6, relatório mensal produzido pelo Distrito Dataminer – braço de inteligência da plataforma de inovação aberta Distrito

O valor já representa 85% do total investido no ano passado e é 416% superior comparado ao mesmo período de 2020, o que indica que 2021 terá um desempenho ainda melhor do que o ano anterior.

Embora o número de deals esteja na média, a quantidade investida aumentou significativamente, reflexo das captações realizadas no late stage – fases mais avançadas no desenvolvimento das empresas. 

Em março, foram feitos dois aportes: um de US$ 550,7 mil na NeuralMed, de AI & BigData, e outro de US$ 17,2 mil na RadarFit, da área de Engajamento do Paciente. 

Também aconteceu até agora, no ano, quatro fusões e aquisições. Só em março, a Afya Educacional comprou a fintech do setor de saúde, Medicinae Solutions, por R$ 5,6 milhões, e a Conexa Saúde se fundiu com a Psicologia Viva, por um valor não revelado.

Segundo o Distrito, há hoje 697 healthtechs no Brasil, a maior parte delas nas áreas de gestão e pep (28,55%), acesso à saúde (15,78%) e telemedicina (12,91%). Na outra ponta, têm surgido startups dedicadas à cannabis medicinal (0,43%).

A maior parte das empresas do setor foram criadas nos últimos cinco anos, impulsionadas por novas regulamentações e pela adoção de tecnologias.

Confira também números gerias sobre investimentos em startups no primeiro trimestre de 2021.

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