Além das big techs: as oportunidades invisíveis na cadeia global de IA

A corrida global pela inteligência artificial tem concentrado a atenção dos investidores nas grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, mas a expansão do setor cria oportunidades em uma cadeia muito mais ampla. Para Luis Ferreira, CIO para as Américas do banco suíço EFG, empresas que fornecem equipamentos, componentes e infraestrutura para sustentar o avanço da IA também podem se beneficiar desse ciclo de investimentos.

A tese ganha força à medida que a construção de data centers e a evolução dos chips aumentam a demanda por uma série de tecnologias que não aparecem necessariamente na ponta mais conhecida do mercado.

Small e mid caps suíças estão no radar do banco. “As principais empresas do país que atendem o segmento de inteligência artificial são, na verdade, fornecedoras”, afirma Luis.

Um exemplo citado pelo executivo ajuda a ilustrar essa lógica. Parafusos de precisão na montagem de chips podem parecer pequeno diante de toda a rede tecnológica, mas são indispensáveis na escala de produção.

Para o investidor, a consequência é a necessidade de ampliar o olhar sobre quem pode capturar valor com esse ciclo. Em vez de se concentrar apenas nas gigantes americanas, a estratégia do EFG busca identificar companhias que fornecem os produtos e serviços necessários para que a infraestrutura de IA continue crescendo.

O banco vê oportunidades semelhantes também na Ásia, que reúne empresas ligadas à cadeia de tecnologia e semicondutores, algumas negociadas a múltiplos diferentes dos observados nos Estados Unidos. Para Luis Ferreira, essa dispersão geográfica permite combinar a exposição ao crescimento da IA com diversificação entre países e moedas.

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