Morre Gloria Steinem, uma das mulheres que transformaram o feminismo no século 20

Gloria Steinem, uma das figuras mais importantes da história do movimento feminista, morreu nesta semana aos 92 anos. Jornalista, escritora e ativista, ela se tornou, a partir do fim dos anos 1960, uma das principais vozes da chamada segunda onda do feminismo nos Estados Unidos, levando para o debate público temas como igualdade salarial, direitos reprodutivos, violência contra a mulher e participação feminina na política.

Cofundadora da revista Ms., lançada em 1972 e considerada um marco da imprensa feminista, Steinem ajudou a transformar questões até então tratadas como privadas em temas políticos e sociais. Também participou da criação de organizações como a National Women’s Political Caucus e a Ms. Foundation for Women.

Ao longo de mais de 60 anos de militância, tornou-se um dos rostos mais reconhecidos do feminismo mundial e uma referência para sucessivas gerações de mulheres. Em 2013, recebeu de Barack Obama a Medalha Presidencial da Liberdade, uma das maiores honrarias civis dos EUA.

Steinem morreu na quarta-feira, 2 de setembro, aos 92 anos, em sua casa, em Nova York. Segundo a Gloria’s Foundation, ela morreu serenamente, cercada por pessoas próximas.

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