Como aprendemos? Por que alguns de nós aprendem mais rápido do que os outros? Com essas perguntas Dra. Lara Boyd, neurocientista da Universidade da Colúmbia Britânica, abre sua palestra no TedxTalks, uma das mais populares do canal, com mais de 36 milhões de visualizações.
O fio condutor da apresentação é a mudança do cérebro. A neurocientista argumenta que as crenças de que o cérebro não muda após a infância, ou de que só usamos parte dele, por exemplo, são equivocadas.
Boyd explica que os avanços na tecnologia, como a ressonância magnética, contribuíram para descobertas importantes. A mais transformadora delas, segundo a pesquisadora, foi a de que toda vez que aprendemos um fato novo ou uma habilidade nova, o cérebro muda. É o que a ciência chama de neuroplasticidade.
Geralmente associada a mudanças negativas — perda de células, lesões e doenças degenerativas –, a idade não é um fator limitante para o aprendizado. Além disso, existem três maneiras que o cérebro pode mudar para apoiar o aprendizado: a química, a modificação da estrutura e a alteração da função.
Os padrões da neuroplasticidade variam muito de pessoas para pessoa, o que justifica o tempo de aprendizado de cada uma. “A modelagem de nosso cérebro plástico é muito exclusiva para que haja uma única intervenção para todos”, indica Boyd. Todo o processo que acontece no principal órgão do sistema nervoso central, com exemplos de cada um dos aspectos, é demonstrado pela doutora no vídeo abaixo.



