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Economista-chefe da Claritas avalia expectativa para Selic

Mercado financeiro projeta aumento da taxa Selic para 13,75%

Na próxima quarta-feira (03) o Copom vai anunciar a nova taxa Selic. Principal instrumento para controle da inflação, a taxa básica de juros está definida em 13,25% ao ano.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic suba em 0,5 ponto percentual neste mês, em linha com a sinalização do Banco Central, e encerre o ano nesse patamar.

Marcela Rocha, economista-chefe da Claritas Investimentos, afirma que o avanço da Selic para 13,75%, projetado pela gestora, representa um balanço neutro para a inflação no país.

“Pelo lado positivo, tivemos dados de inflação corrente abaixo do esperado, puxados, principalmente, pela queda do preço dos combustíveis, pelas medidas do governo de reduzir impostos e pelos reajustes anunciados pela Petrobras da queda do preço da gasolina”, analisa.

A economista ainda aponta a redução dos preços das commodities internacionais como fator que contribui para esses dados.

Em contrapartida, além da atividade econômica continuar surpreendendo para cima, houve expectativa de inflação para os próximos anos subindo e um cenário internacional ainda de elevação de taxas de juros globais, pondera Marcela.

Como o balanço para a inflação foi neutro, sem mostrar melhora relevante, “esperamos que o BC continue subindo a taxa de juros na reunião de quarta-feira”, diz a executiva.

Os passos seguintes

Marcela acredita que o BC não se comprometerá com um novo aumento. Segundo ela, agora que o balanço pré-inflação não deteriorou de maneira significativa, e que a taxa de juros está num patamar contracionista, o desejo do banco é de parar com a alta da taxa e mostrar que o plano leva em consideração todo o ajuste defasado de política monetária.

“Claro que isso não fecha as portas para um novo aumento se o BC já notar essa piora daqui a 45 dias, na outra reunião. Mas esperamos que o comunicado mostre que o Copom está perto do fim do ciclo de aperto monetário e que entende que o ajuste ainda terá efeito na atividade e na inflação”, finaliza.