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Etapa de preparação é fundamental para o processo de M&A, mas fica em segundo plano para a maioria dos empresários

As fusões e aquisições cresceram mais de 50% no último ano, segundo levantamento da RGS Partners. Embora as motivações para um M&A sejam inúmeras, como expandir o mercado de atuação ou adotar novos modelos de negócio, existem etapas essenciais para o sucesso de todas as transações. Muitos empresários têm como foco a negociação e a liquidez, e acabam deixando em segundo plano a etapa de preparação, o que pode se tornar um transtorno no futuro. As conclusões foram elaboradas pela RGS Partners e Madrona Advogados e apresentadas durante o evento “Preparação para M&A”.

“A preparação muda o jogo de uma transação. Quanto mais organizada a empresa, menor a percepção de risco do comprador, o que maximiza o potencial de valor do lado do vendedor. Quanto mais as informações estiverem claras e transparentes, melhor a visão da compradora, o que ajuda a estabelecer um preço mais razoável”, afirma Flavio Lelis, sócio da RGS Partners.

Além de melhorar a percepção de risco, a etapa de preparação traz outras vantagens durante o M&A, como a agilidade no processo. Uma transação pode levar meses para ser concluída, se tratando naturalmente de uma operação complexa. Mas uma vez mapeados todos os temas a serem tratados na negociação, esse tempo pode ser reduzido significativamente, trazendo um resultado positivo tanto para o lado comprador quanto para o lado vendedor.

Algumas decisões também podem ser antecipadas. Ao levar a empresa ao mercado, o empresário expõe seu negócio em um processo longo e desgastante. Para Luciana Felisbino, sócia do Madrona Advogados, escritório que atua com foco na advocacia empresarial e figura nos principais rankings relacionados aos processos de fusões e aquisições, cada companhia tem necessidades diferentes, cada comprador tem uma percepção, e entender o momento da empresa é essencial para o negócio: “Muitas vezes, os potenciais compradores são competidores da empresa, de modo que qualquer exposição desnecessária deve ser evitada. A companhia precisa estar o mais preparada possível, e entender o momento do mercado faz parte dessa preparação”.

Uma base de preparação bem estabelecida ajuda a prever, ainda, se existem correções necessárias antes dessa eventual exposição. Algumas contingências podem ser solucionadas ou discutidas previamente entre as partes. “Quando o empresário não tem controle ou conhecimento sobre a empresa, ele é ‘obrigado’ a aceitar o que é ditado pelo outro lado. Se você tem o conhecimento, você tem também mais controle sobre a transação”, conclui Lelis.

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