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Sobre beleza e investimentos

Mark Twain já havia dito: “não é o que você sabe que pode causar-lhe problemas; é o que você tem certeza, mas está errado”

Por Kiki Knudsen

Hoje queria começar meu texto falando de um assunto que fez algum barulho na semana passada e ficou na minha cabeça desde então.

Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Ideia mostrou que apenas 3% dos homens se acham feios. Você viu isso?

O resultado do estudo evidenciou o quanto nós – principalmente os homens – estamos cheios de convicções. Aliás, talvez mais do que as mulheres.

Você deve estar pensando: ora, ser confiante não é ruim. E eu digo: tudo depende da forma como você dispõe de toda essa sua confiança.

Diversos estudos realizados por diferentes instituições chegaram a uma mesma conclusão: as mulheres tendem a investir melhor que os homens justamente por serem menos confiantes.

O estudo feito pela plataforma de investimentos Hargreaves Lansdown, por exemplo, estimou que, em 30 anos, as mulheres teriam um portfólio 25% mais rentável que o dos homens.

Os motivos analisados são diversos: elas costumam ser mais avessas ao risco, possuem visão de longo prazo e estão em constante busca por conhecimento para embasar suas decisões.

Agora veja: ser confiante realmente não é ruim. Mas NÃO ser confiante, tem seu lado bom.

Mark Twain já havia dito: “não é o que você sabe que pode causar-lhe problemas; é o que você tem certeza, mas está errado”. Ou seja, é ótimo ter convicções, até o momento em que você vê que a sua ideia não era tão certa assim.

No mercado financeiro, são diversas as situações em que os investidores se defrontam com suas convicções – que são muitas. A convicção de que aquela ação vai subir, de que o dólar vai cair…

A todo momento você está lendo que o melhor momento para investir é na baixa. Mas você compra na baixa? Ninguém quer aumentar a exposição a certo ativo quando ele está valendo menos.

Nosso cérebro é capaz de nos pregar muitas peças. Estar convicto sobre determinado investimento automaticamente não quer dizer que você esteja certo. Aliás, em muitos casos, você pode estar completamente errado. Rever os conceitos faz parte do processo.

Outro ponto é a certeza sobre o futuro: no mercado financeiro, principalmente, muitos estão cheios de certeza sobre o que irá acontecer. Mas o futuro persiste em ficar no futuro.

Em meio ao resultado da pesquisa onde apenas 3% dos homens se acham feios, será que o que existe é um excesso de convicção ou falta de humildade?

Às vezes, é preciso ter cautela quanto ao excesso de confiança, até porque uma coisa é fato: o mercado é esperto e tem seu próprio tempo. Na maioria dos casos, o patrimônio investido não vai evoluir em questão de dias e não se chega a lugar nenhum sem a disposição de esperar alguns anos pelos resultados.

Bem… e falando em excesso de confiança, nós, que somos gestores de fundos, precisamos sempre estar em busca de conhecimento para embasar as teses que aplicamos nos mesmos. É por isso que, esta semana, o Jojo foi até Londres para visitar grandes gestores globais e buscar entender como eles estão visualizando o cenário atual. Na próxima semana, ele deve voltar com alguns insights para compartilhar com você.

E ainda sobre cenário: ontem, a Vitreo realizou um evento para clientes Wealth, com o Pedro Malan, ex-Ministro da Fazenda do Governo de Fernando Henrique Cardoso, para falar sobre como ele está visualizando o cenário global. Para Malan, estamos em um momento de muitos riscos e incertezas.

Os riscos são possíveis de se antecipar e calcular, já as incertezas, praticamente nunca! E tanto riscos quanto incertezas aumentaram muito em todas as economias ao redor do mundo.

Em meio a isso, Malan também comentou sobre a importância de um líder político que consiga mitigar essas incertezas. Mesmo sem tomar nenhum partido, ele deixou claro em seu discurso a importância do voto.

A fome também foi um dos temas comentados, afinal, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, os grandes responsáveis pela produção de trigo no mundo, podemos ter grandes problemas à vista.

De acordo com seu ponto de vista, a solução para a economia brasileira pode ter como ponto chave uma reforma tributária. A inflação, ainda em constante subida, exigirá muitas medidas para ser controlada e, no mínimo pelos próximos três ou quatro trimestres o foco ainda será esse.

Ainda nessa pauta, para o ex-Ministro, há uma falsa relação entre oferta e demanda, por parte dos Bancos Centrais. Os estímulos contracionistas que buscam conter a inflação demoram para fazer efeito. Bem… é esperar para ver!

Espero que tenha gostado! Até a próxima.

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