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Qual trabalho o futuro nos reserva?

Estudiosos do mundo laboral já estipulam a necessidade de reciclar um bilhão de trabalhadores no mundo para que continuem empregados

Uma bem-humorada animação postada recentemente por Ricardo Scarpa em seu Instagram me levou a assuntar sobre o futuro do trabalho. Mais do que ilustrar as profissões mais promissoras, o escritor paulista apontou para transformações existenciais geradas pela vida cada vez mais digitalizada.

Com a tradicional pergunta o-que-você-quer-ser-quando-crescer, o escritor paulista debulha inocentes sonhos de crianças imaginárias, todos com pés bem fincados na desafiadora realidade atual, mas que suscitam disparates.

Em vez de médico, engenheiro e advogado, ou mesmo roqueiro, astronauta e jornalista, eles se veem como astrólogo virtual, conselheiro espiritual, criador de conteúdo, day-trader, dono de criptomoeda, dono de podcast, herdeiro, influencer, padre pop, psicólogo online, streamer e videogamer.

Eis aí um simulacro de vocações “naturais” que me evocam, como tiozão, o mais sincero dos espantos. O xis da questão para os nascidos na Geração X é que tudo está a sugerir o desencanto de tradicionais ou normais ofícios.

Os gigantescos desafios que a vida atual impõe à educação, aos pais e aos gestores de recursos humanos se alimentam de transformações em ritmo vertiginoso.

E o duro impacto da informatização sobre arranjos produtivos promove, por sua vez, a destruição de funções e de carreiras. Que fazer?

Estudiosos do mundo laboral já estipulam a necessidade de reciclar um bilhão de trabalhadores no mundo para que continuem empregados. Com a inteligência artificial ocupando espaços todo dia, não é difícil imaginar o desaparecimento de vagas para motoristas, telefonistas e caixas bancários.

A guria que, na charge inteligente de Scarpa (não parente do Chiquinho), sonha ser a influencer e ex-BBB Jade Picon é personagem da revolução que está virando a empregabilidade de cabeça para baixo. Essa transição insinua golpes de sorte, narcisismo cibernético e empreendedorismo radical.

Quem nasceu em meio digital tem mais facilidade de compreender os sinais presentes do futuro, em desfavor de impressões cristalizadas do passado. Para os educados no meio analógico ainda é estranho ver o sucesso instantâneo de chefs de cozinha, instrutores de meditação, apresentadores de Reels, coachs de tempo livre, dançarinos tiktokers e outros exercícios moldados a pixels.

Em paralelo, seguem os alertas crescentes para doenças mentais que propagam no ambiente de trabalho, como a síndrome de Burnout, para a agenda inclusiva e ambientalmente correta ESG, para fenômenos como a Grande Renúncia e para os modelos híbridos presencial e remoto e de horários flexíveis.

Vamos então nos mudar conforme o mundo para ser e crescer junto com ele.

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