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A Corrida pelo Metaverso

A conclusão que tenho é que, a cada dia que passa, o Metaverso tende a se tornar uma tese mais sólida

Acredito que você deva se lembrar um pouco dos seus tempos de estudante.

Se tem alguma recordação das aulas de História, deve saber o que foi a Guerra Fria: uma longa disputa entre Estados Unidos e União Soviética. O nome se deu pelo fato de não haver conflito armado entre as duas superpotências.

Dos diversos conflitos indiretos que ocorreram durante esta guerra, entre os anos de 1947 e 1991, as pessoas costumam se recordar bem de um específico: a Corrida Armamentista.

Esse conflito se deu quando as mesmas duas superpotências desenvolveram tecnologias armamentistas para realizar lançamentos de novos armamentos. Estes eram feitos quase que ao mesmo tempo, sempre em busca de afirmar qual sistema era melhor.

O que tínhamos ali eram duas das maiores potências mundiais correndo para se tornar a mais desenvolvida.

A esta altura, você já deve estar se perguntando: qual o motivo de toda essa viagem no tempo?

Explico.

Podemos estar vivenciando uma espécie de “Guerra Fria”. Calma. Não uma disputa entre superpotências: são as marcas buscando seu espaço para se estabelecerem no Metaverso e se tornarem gigantes nessa realidade paralela.

Como já contei em outra edição do Diário de Bordo, o Facebook deu o passo inicial no Metaverso, quando falamos de empresas. E agora, após Bill Gates dar sinais positivos, sua empresa, a Microsoft, adquiriu uma empresa de games. Mais que uma simples aquisição: foi o maior negócio da história da tecnologia.

Hoje, a indústria que está mais próxima da porta de entrada desse Universo, é a de games, que em números, já é maior que a indústria de Hollywood.

Para quem não usufrui das ferramentas de divertimento dessa indústria, acredito que terá como anfitrião do Metaverso, o trabalho remoto. Isso pode estar mais perto do que parece. Fiz uma live hoje exclusivamente sobre esse assunto.

A conclusão que tenho é que, a cada dia que passa, o Metaverso tende a se tornar uma tese mais sólida. Falei, inclusive, esta semana, sobre acreditar que estamos em um bom ponto de entrada para nosso fundo de Metaverso. E, afinal, enquanto escrevo aqui, o fundo já está acontecendo.

E não são apenas as empresas fundadas nos EUA que estão nessa corrida. A China já registrou mais de sete mil marcas relacionadas ao Metaverso e está chamando o movimento de “corrida do ouro”. Parece que realmente temos uma corrida por aqui.

Tem muito dinheiro chinês entrando no Metaverso.

E já que entrei nesse assunto…

Nesta semana, recebi como convidado no episódio 51 do RadioCash, o Rodrigo Zeidan, professor da New York University de Shangai.

Segundo ele, apesar da China ser uma ditadura, um pouco contraditoriamente o país possui o capitalismo mais capitalista que ele já viu. O motivo? A todo momento as pessoas estão pensando em como ganhar dinheiro e até mesmo em como driblar a concorrência.

Deve ser por isso que, aos olhos de muitos investidores, o país parece mesmo ser irresistível. Só reforço que todo cuidado é pouco: para quem pensa em curto prazo, talvez não valha tanto a pena se aventurar nesse mercado, já que, uma rápida decisão do Governo é capaz de mudar tudo.

As intervenções políticas lá são constantes, apesar de viverem esse aparente ‘capitalismo dos capitalismos’.

Apesar dos bons resultados econômicos da China, o Banco Mundial disse que o crescimento desse país deve desacelerar em 2022, por lá eles estão baixando os juros. E não será pouco, será uma desaceleração drástica.

Não é só a China que irá dar alguns passos para trás. Quando o assunto são as políticas de estímulos, a maioria dos países avançados já estão dando sinais de recuo. Como já disse a vocês em quase todos os DBs passados ao falar de mercado, nos EUA a expectativa é de aumento da taxa de juros.

Isso só reforça a mudança que está ocorrendo na política monetária e uma prática mais contracionista como forma de controlar, também, a inflação. Outros países, como o Reino Unido, estão ganhando à frente dessa corrida, frente mesmo aos EUA, ao também reduzir os estímulos.

No fim, tem taxa de juros subindo por todos os cantos. Ainda não se notam, com muita evidência, as repercussões disso nos países que estão em desenvolvimento, mas já se percebe certo otimismo.

Continue mantendo a calma e analisando as boas oportunidades em Renda Fixa, principalmente aqui na Vitreo, pois sempre estamos oferecendo algo muito bom, todos os dias. Ao mesmo tempo, continue olhando para o mercado de ações, pois neste momento aí também existem boas opções.

Falando nisso…

Esta semana, participei da Live Seleção Empiricus. Falamos muito sobre o Petróleo, claro. Nesta terça-feira, o preço do barril atingiu 88 dólares, nível máximo desde 2014. Já dizem por aí que é certo que esse valor chegará aos $100, em algum momento próximo.

Os preços subiram também após um ataque de drone em uma instalação de petróleo localizada em Abu Dhabi. Algumas pessoas morreram, outras ficaram feridas. Se essa tensão geopolítica se mantiver, pode ser que a gente veja uma real guinada dos preços para cima. Ou melhor, na verdade, já estamos vendo isso acontecer.

Mas além desses, diversos outros fatores também influenciam na subida dos preços: aumento da demanda na Ásia, relaxamento das restrições da pandemia, dificuldade da OPEP em ampliar a produção…

nosso fundo de Petróleo, só este mês, já valorizou mais de 14%. Ah, e até o Ray Dalio já disse que está voltando a investir em empresas de Petróleo. Não faz sentido não se expor à essa tese.

E o resultado do Petróleo contribui com as commodities fazendo o Ibovespa subir e alcançar os 108 mil pontos, fechando a quarta-feira com uma alta de 1,26%. Por incrível que pareça, resultado inverso em relação às bolsas norte-americanas.

Apesar das dificuldades, aparentemente começa a surgir uma luz no fim do túnel. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Prestação de Contas

Esperança de dias melhores. Foi a frase que deu nome à uma das publicações da Série Money Rider, da Empiricus, onde os analistas comentam sobre o desempenho das empresas de cannabis.

Reservei este espaço especialmente para falar-lhe sobre os resultados dos nossos fundos de Cannabis, o Canabidiol e o Cannabis Ativo.

Nas últimas temporadas de resultados, vimos boas respostas do lado das empresas americanas. Por outro lado, as empresas canadenses não deram os mesmos sinais e estão com dificuldades para retomar o crescimento e obter lucros, puxando os fundos para baixo.

Algumas estão com resultados positivos nas vendas, mas os resultados operacionais ainda negativos. Outras, apresentam vendas negativas e resultados operacionais também negativos.

Em contrapartida, como disse, ainda há esperança de dias melhores. Totalmente em direção contrária às empresas do Canadá, entre as empresas estadunidenses, apenas uma teve queda na receita. Todas as outras bateram mais de 1 bilhão em vendas, sendo um aumento de mais de 60%. A reabertura de lojas impactou muito nesses resultados.

Estamos otimistas com esse setor ainda para 2022.

Leia o Diário de Bordo na íntegra:  clique aqui.