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Brasil, “o diferentão”?

O mercado brasileiro serve para exposição tática, oportuna e de curto prazo. Você pode se aventurar e buscar retornos extras em dados momentos, mas para investimentos de longo prazo, é melhor buscar a segurança de mercados mais consolidados como o americano

Semana passada já falei da relação risco versus retorno do investimento no Brasil e nos EUA (quem não leu o artigo, clique aqui). Não quero ser enfadonho no tema, mas tivemos mais uma semana difícil para o mercado nacional, ao mesmo tempo em que as bolsas americanas atingem novos recordes. O gráfico abaixo evidencia o quanto o Brasil destoou do mundo nos últimos 30 dias.

Como triggers (catalisadores) disso temos:

  • Um cenário de incerteza fiscal com novidades a cada dia sobre possíveis “ajustes” de orçamento que acabam ferindo muito nosso compromisso com solvência fiscal;
  • Elevação de juros que por si só reduz a atratividade de Bolsa;
  • Um cenário eleitoral e político cada vez mais incerto;
  • Queda nos preços de algumas commodities.

Tudo isso, a meu ver, foi sendo colocado nos preços dos ativos domésticos. Não sabemos o futuro. Penso que muita coisa ruim já foi precificada e que parte da queda do mercado nacional se deve a um comportamento quase que irracional de novos investidores que ingressaram na Bolsa nos últimos anos. Não sei se vamos ver uma inflexão, mas penso que o mercado já exagerou. No entanto, momentos como esse só reforçam a seguinte ideia: o mercado brasileiro serve para exposição tática, oportuna e de curto prazo. Você pode se aventurar e buscar retornos extras em dados momentos, mas para investimentos de longo prazo, é melhor buscar a segurança de mercados mais consolidados como o americano.

VOLTANDO PARA O MAIOR MERCADO DO MUNDO…

Aqui nos EUA o principal driver do mercado segue sendo o resultado. Como já comentei também em outras colunas, o que temos visto é: lucros voltando para tendência de crescimento observada pré-covid – vide gráfico abaixo. 

Lucros têm crescido e isso ajuda a sustentar o mercado americano nas máximas. Não obstante, apesar dos receios com inflação e gargalos nas cadeias de suprimentos as empresas têm conseguido repassar preço e com isso manter margens de lucratividade em níveis elevados, como mostra o gráfico abaixo.

Como já falei aqui, barbante não se empurra, se puxa… se as empresas reportam resultados fortes, isso acaba ajudando a sustentar o humor mais positivo do mercado.

Quer saber mais sobre os resultados? Preparamos um report comentando os resultados de mais de 80 empresas americanas – confira.

E NA ECONOMIA… TUDO BEM, OBRIGADO

O que vemos nos resultados – declarações de diversos CEOs comentando que a demanda segue firme – tem se traduzido na economia real. A primeira semana do mês sempre guarda muitos números que ajudam a fazer uma leitura da saúde da economia. Então vejamos alguns deles.

Na sexta foi divulgado o Payroll que mede a saúde do mercado de trabalho. O mercado de trabalho americano gerou 531 mil postos de trabalho ante 450 mil esperados; além disso, esperava-se que a taxa de desemprego caísse para 4,7%, e o dado veio melhor com a taxa caindo para 4.6%. Os gráficos abaixo mostram a evolução saudável da criação de empregos (esquerda) e a queda na taxa de desemprego (direita).

Também tivemos os dados de PMI na segunda e na quarta, que mostraram que a economia americana segue crescendo a um ritmo forte mesmo a despeito da desaceleração recente – para quem quer aprender o que é o indicador PMI e sua importância, matricule-se em nosso Avenue Academy, nossa escola de formação de investidores globais. Abaixo destaco dois gráficos: o primeiro mostra o indicador para indústria, o qual veio em linha com as expectativas em 60.8 (leituras acima de 50 mostram expansão da economia); e o segundo para o setor de serviços. A leitura e interpretação é a mesma: números fortes e acima do esperado corroborando a ideia de que a economia americana vai bem, obrigado.

E por último, mas não menos importante, em linha com o esperado, o FED (Banco Central americano) anunciou seu Tapering, ou seja, a redução do seu programa de compra de títulos no mercado aberto. Em suma, a leitura é a seguinte: com o FED injetando menos dinheiro na economia através da recompra de títulos, ele reduz o viés estimulativo que vinha dando a economia, o que poderia afetar negativamente o mercado. No entanto, como o mercado já esperava isso e como a velocidade da redução de compras foi em linha com o esperado, o mercado acabou reagindo bem a notícia – para um resumo mais completo da conferência de quarta acesse matéria da CNBC.

Quer saber mais sobre o cenário macroeconômico para novembro? Acesse a live que fizemos segunda (01/11) para comentar o assunto aqui nesse link.

CAUTELA NUNCA MATOU NINGUÉM

Pra acabar acho sempre importante ressaltarmos os riscos, afinal investimento sempre carrega consigo riscos. Apesar de todo esse cenário muito bom da economia americana e de não observarmos nenhum evento potencialmente perigoso para o mercado, cabe ressaltar que correções são normais e que a cautela nunca matou ninguém. Após as altas dessa semana vemos alguns indicadores de sentimento apontando para uma certa euforia ou ganância – vide gráfico abaixo do CNN Fear and Greed Index.

Nesse momento entendo que o investidor tem que controlar as emoções e aportar ou montar posições de forma seletiva e cautelosa. Confira nosso SELEÇÃO AVENUE de novembro – ACESSE!

Era isso pessoal…nos sigam nas redes sociais @willcastroalves no Twitter ou Instagram.

Aquele abraço!!!

WILLIAM CASTRO ALVES

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