Calculadora da Azos estima expectativa de vida e principais causas de morte por profissão

Startup cruza dados governamentais e mapeia incidência de doenças e mortes por idade, sexo, profissão e município. Aberto ao público, simulador ajuda a estabelecer o preço do seguro de vida

A incidência de morte por câncer de mama em nutricionistas de 30 anos de idade no Brasil é três vezes maior do que a média entre outras profissionais brasileiras da mesma idade. Os arquitetos ocupam o topo de um ranking com os profissionais que mais se suicidam no país. Nos últimos cinco anos, o suicídio cresceu 96% entre os professores.  

Essas e outras informações, com esse grau de detalhamento, foram compiladas pela insurtech Azos, que cria e comercializa produtos digitais de seguro de vida, diretamente ou por meio de parcerias com corretores. Sediada em Belo Horizonte e inspirada em um modelo de negócio conhecido nos Estados Unidos como Managing General Agent (MGA), a startup lançou uma calculadora capaz de estimar a expectativa de vida dos brasileiros.  

A estimativa se dá a partir do cruzamento de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da base histórica de mortes por município entre 2014 e 2019, obtidas pelo site dados.gov.br. Nesse período foram registrados 7,8 milhões de óbitos.  

“Para precificar seguro de vida é importante entender as principais causas de morte para cada profissão, idade e lugar de moradia”, diz Bernardo Ribeiro, cofundador da empresa. “Após analisar milhões de óbitos para nos ajudar em algumas análises, decidimos disponibilizar essas informações de uma forma fácil e gratuita.” 

O conhecimento sobre a causa de doenças e mortes, além de ajudar na precificação de seguros de vida, pode servir como referência para políticas públicas e medidas preventivas. “Percebemos, por exemplo, um aumento na representatividade das mortes por câncer de mama entre mulheres que vivem em municípios litorâneos ou com um clima quente. Esses dados podem ajudar profissionais da saúde a entenderem se essas ou outras variáveis possuem relação com a doença”, afirma William Chung, analista de dados da Azos.   

Criada há cerca de um ano, a insurtech começou a operar em abril de 2021. Hoje, já soma R$ 600 milhões em coberturas de seguro de vida. Na primeira rodada de investimentos, em abril do ano passado, levantou R$ 350 mil, e, em outubro, captou mais R$ 12,5 milhões. Entre os principais investidores estão os fundos Kaszek, Maya e Propel. 

Para acessar a calculadora, clique aqui.  

Deixe uma resposta