Swap mira mercado de R$ 3,6 bi com cartão de crédito PJ lastreado em recebíveis

Apresentado na FEBRABAN Tech, o Cartão de Recebíveis é a segunda frente da vertical de crédito que a fintech de BaaS inaugurou neste mês, depois do lançamento do consignado privado no CONARH

A Swap apresenta na FEBRABAN Tech (24 a 26 de agosto) o Cartão de Recebíveis, cartão de crédito PJ com garantia e funding embutidos, voltado a empresas que aceitam pagamentos em maquininhas de cartão e distribuído por subadquirentes, softwares de gestão e outros participantes da cadeia de pagamentos. Com ele, a companhia mira um mercado de R$ 3,6 bilhões e completa a nova vertical de crédito aberta há duas semanas, no CONARH, com o consignado privado.

O novo cartão da Swap usa os recebíveis que a empresa já gera nas maquininhas para lastrear o limite de crédito. A solução destrava uma operação de cartão pós-pago que hoje exige a imobilização de recursos em caixa ou a contratação de garantias caras para oferecer crédito às respectivas bases. Na prática, a plataforma da Swap faz toda a gestão de trava dos recebíveis do cliente e concede o limite disponível com base nas Unidades de Recebível (URs). Conforme o estabelecimento vende mais, o limite cresce; conforme utiliza o cartão, os próprios recebíveis pagam a fatura automaticamente, sem necessidade de ação manual.

De acordo com a Núclea, o estoque de recebíveis de cartão registrados no país supera R$ 700 bilhões, enquanto R$ 3,1 trilhões são transacionados por adquirentes ao ano. Dentro do recorte endereçável pelo modelo de Banking as a Service (BaaS), a Swap estima um mercado de R$ 3,6 bilhões.

Uma nova vertical estruturada em agosto

A entrada da Swap no crédito começou no CONARH (18 a 20 de agosto), com a apresentação da Plataforma de Benefícios 2.0 e de três novos módulos: o Crédito Consignado Privado, o Marketplace de benefícios digitais e o Portal White Label de Benefícios e Gestão de Despesas Corporativas.

“Este lançamento reflete a consolidação do nosso compromisso com a evolução contínua do nosso portfólio. Aceleramos o ritmo desde o ano passado, impulsionados pelas atualizações regulatórias e pelas novas diretrizes do PAT, que vêm redesenhando todo o setor de benefícios”, afirma Doug Storf, CEO da Swap.

O consignado privado alcança um mercado recém-aberto. Até o ano passado, a modalidade de crédito com desconto direto em folha era restrita a empresas que mantinham convênios bilaterais entre bancos e seus RHs. Com o Crédito do Trabalhador, programa lançado pelo governo em março de 2025, trabalhadores com contrato CLT passaram a acessar uma linha historicamente mais barata do que outras modalidades, como financiamento e crédito pessoal.

O movimento também responde a uma virada no setor de benefícios. As novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), em fase de implementação desde fevereiro, estabeleceram teto de 3,6% para a taxa cobrada dos estabelecimentos e reduziram o prazo de repasse para 15 dias, o que comprimiu a rentabilidade que antes sustentava boa parte da receita das operadoras. Nesse cenário, os novos módulos estreiam como frentes de monetização construídas sobre a base de usuários que essas empresas já possuem.

Em ambas as frentes, a Swap mantém o modelo que adota desde a fundação: fornece a infraestrutura para que seus clientes construam e ofereçam produtos financeiros às suas respectivas bases. Com a nova vertical, o portfólio de BaaS da companhia passa a reunir emissão e processamento de cartões, banking, riscos e compliance, interfaces de integração e crédito.

Ciclo de expansão

Este lançamento acompanha um ciclo de expansão da Swap nos últimos anos. No Conarh 2026, a Swap lançou o Crédito Consignado Privado, marcando sua entrada no mercado de crédito — movimento que agora ganha continuidade com esta nova solução. A companhia cresceu 70% em 2025 e projeta avanço de 50% em 2026. Atualmente, a Swap atende mais de 150 parceiros.

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