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PX Data capta R$ 15 milhões com Bradesco e Vibra para escalar uso de IA em dados corporativos

Arthur Mello, Allan Miranda, Leonardo Paixão. Divulgação.

A PX Data, startup brasileira criadora da Luria — plataforma de agentes de IA para análise de dados corporativos — levantou uma rodada de R$ 15 milhões liderada pelo fundo de Venture Capital do Bradesco (“Bradesco Venture Capital”) e com a participação da Vibra por meio do seu Venture Capital (“Vibra Ventures”). Os dois investidores já são clientes da plataforma: o Bradesco utiliza a Luria em projetos de Customer Experience, e a Vibra incorporou a tecnologia à sua estratégia de dados e inteligência artificial. O aporte será direcionado à expansão da Luria em grandes empresas.

Fundada em 2019, a PX Data trilhou um caminho raro no ecossistema de tecnologia: cresceu com recursos próprios até 2025. Hoje, com um time de 30 especialistas em IA, a companhia atende grandes empresas nos segmentos de Energia, Farma, Serviços Financeiros e Varejo.

A empresa nasceu com a ambição de ser um parceiro estratégico de IA para grandes organizações, não apenas organizar informação, mas criar um ambiente onde a empresa consiga interpretar sinais, identificar anomalias, antecipar riscos e priorizar ações com suporte de inteligência artificial.

O que a Luria resolve

Nas grandes corporações, uma pergunta simples de negócio, “qual foi o churn por segmento no trimestre?”, ainda leva semanas para virar resposta. Depende de fila na TI, engenheiro de dados e, muitas vezes, um dashboard novo que já nasce desatualizado. A Luria elimina essa barreira. A plataforma permite que áreas de negócio façam perguntas diretamente aos seus dados, em linguagem natural, e obtenham respostas em segundos, enquanto os times de tecnologia mantêm a governança, a segurança e o controle de qualidade da informação.

“A ideia é simples: dar protagonismo para quem decide, sem abrir mão do que sustenta escala dentro de grandes empresas.”

— Allan Miranda, CEO da PX Data

O diferencial da Luria está na sua camada semântica: uma tradução inteligente entre o vocabulário do negócio e as estruturas técnicas dos bancos de dados. Na prática, isso significa que áreas como comercial, financeiro ou operações conseguem criar e evoluir seus próprios agentes de IA, sem depender do time de tecnologia para cada nova demanda. Enquanto isso, TI mantém governança centralizada sobre tudo que é construído: quem acessa o quê, quais fontes são consultadas, quais regras se aplicam. O resultado é escala real: mais agentes, mais casos de uso, mais decisões baseadas em dado, sem que o backlog de tecnologia seja o gargalo.

Com isso, análises que antes exigiam dashboards, relatórios e semanas de espera passam a ser resolvidas em conversa, e os resultados podem ser transformados em apresentações, narrativas de dados e artefatos prontos para decisão, formatos que antes só existiam depois de semanas de trabalho manual, agora prontos em minutos.

Resultado desde o primeiro dia

A Luria não exige meses de implementação. A plataforma conta com um marketplace de agentes pré-configurados para cenários como análise financeira em SAP, monitoramento de reputação de marca e automação de atendimento em canais digitais. Clientes que ativaram agentes pré-configurados reduziram o tempo de análise de semanas para minutos já na primeira semana de operação.

Por que Bradesco e Vibra

O Bradesco Venture Capital chegou à startup por meio de um projeto de Customer Experience que transformava feedbacks de clientes em melhorias reais de processos internos.

“A parceria veio para acelerar o Bradesco no ganho de eficiência e de experiência ao cliente com o uso de IA. Existem diversas sinergias que podem ser exploradas com a PX Data dentro da organização, e devemos ter novos projetos em breve.”

— Daniel Pretti, Superintendente Sênior de Plataformas do Bradesco Experience

Para a Vibra, a entrada na rodada está alinhada à estratégia da companhia de identificar e apoiar tecnologias com potencial de gerar impacto relevante na forma como utiliza dados e inteligência artificial em sua operação.

“Na Vibra, o uso da IA não é apenas sobre tecnologia, envolve uma transformação cultural na organização. O investimento na PX Data conecta diretamente com o que estamos construindo.”

— Aspen Andersen, VP de Gente, Tecnologia e ESG da Vibra

Segundo Allan Miranda, a entrada do Bradesco Venture Capital e da Vibra Ventures representa mais do que um aporte financeiro:

“São investidores estratégicos, com profundo conhecimento de grandes operações e desafios reais de escala. Essa combinação fortalece nossa visão de construir uma plataforma de IA que nasce conectada às dores concretas das empresas.”

— Allan Miranda, CEO da PX Data

Próximos passos

O aporte será direcionado à expansão do time de engenharia e go-to-market, com foco em ampliar a base de clientes enterprise e acelerar integrações com ecossistemas como SAP e Google Cloud. A PX Data já é validada e habilitada no Google Marketplace, permitindo que clientes contratem a solução diretamente pela nuvem do Google.

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