DeFi Technologies aposta no Brasil e mira 3% do mercado regulado de cripto

A DeFi Technologies, plataforma global de acesso institucional ao mercado de ativos digitais, está ampliando sua presença no mercado brasileiro e projeta conquistar aproximadamente 3% do AUM do mercado regulado de ativos digitais no país nos próximos três a cinco anos. O Brasil é visto pela companhia como um dos mercados mais relevantes para sua expansão internacional.

A estratégia inclui aprofundar o relacionamento com gestoras, plataformas de investimento e instituições financeiras, além de ampliar a distribuição de veículos regulados de investimento em criptoativos no país.

“O Brasil é um dos mercados mais dinâmicos do mundo em adoção de ativos digitais. Vemos uma combinação rara de investidores sofisticados, instituições financeiras abertas à inovação e um ecossistema regulatório que vem evoluindo de forma consistente. Para a DeFi Technologies, o país é um pilar estratégico da nossa expansão global”, afirma Andrew Forson, CEO da DeFi Technologies.

Globalmente, a companhia opera uma plataforma integrada que combina gestão de produtos listados em bolsa, infraestrutura de negociação institucional e produção de pesquisa sobre o mercado de ativos digitais.

Por meio de sua subsidiária Valour, a companhia estruturou uma plataforma global de ETPs de ativos digitais com 102 produtos listados em bolsas internacionais, atualmente negociados em 10 exchanges ao redor do mundo, principalmente na Europa.

No Brasil, a DeFi Technologies também possui presença no mercado de capitais por meio do BDR DEFT31, negociado na B3.

A estratégia local inclui ainda a oferta de produtos ligados ao ecossistema cripto por meio da Valour. Na B3, investidores têm acesso a instrumentos que oferecem exposição a diferentes ativos digitais, como Bitcoin (Valour Bitcoin – BTCV), Ethereum (Valour Ethereum – ETHV), Solana (Valour Solana – VSOL), XRP (Valour XRP – XRPV) e Sui (Valour Sui – VSUI). Esses produtos replicam o desempenho dos respectivos ativos dentro de uma estrutura listada em bolsa, sem exigir a custódia direta de criptomoedas.

“Nosso objetivo é conectar o mercado financeiro tradicional ao universo dos ativos digitais por meio de produtos regulados e estruturas institucionais. Acreditamos que o Brasil terá um papel central nessa ponte entre finanças tradicionais e cripto nos próximos anos”, diz Forson.

O interesse da companhia pelo país também se apoia no tamanho do mercado local. Segundo dados da Chainalysis, cerca de US$ 318,8 bilhões em criptoativos foram transacionados no Brasil entre julho de 2024 e junho de 2025, volume que coloca o país entre os cinco maiores mercados globais do setor e o maior da América Latina. A expectativa da empresa é que o mercado brasileiro de criptoativos continue avançando nos próximos anos, com crescimento médio anual em torno de 10%, impulsionado pela maior adoção institucional, amadurecimento regulatório e ampliação da base de investidores.

A expectativa é que o mercado brasileiro continue ganhando relevância nos próximos anos. Estimativas utilizadas pela companhia indicam que o setor de criptoativos no país pode crescer cerca de 10% ao ano.

Nesse cenário, a empresa vê o Brasil como um dos pilares de sua presença internacional e pretende ampliar gradualmente sua atuação no país por meio de parcerias com instituições financeiras, plataformas de investimento e distribuidores de produtos financeiros.

Vale ressaltar que a DeFi Technologies mantém um balanço forte e ativos de tesouraria, utilizados para financiar a expansão internacional e o desenvolvimento de novos produtos. A empresa, sediada no Canadá, é de capital aberto e dedicada a integrar o sistema financeiro tradicional ao ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi). A companhia é negociada publicamente em bolsas internacionais, incluindo Cboe Canada (DEFI), Frankfurt (R9B) e Nasdaq (DEFT).

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