EUA não devem entrar em recessão em 2025, mesmo com queda do PIB no 1º trimestre, diz EFG

Com as políticas tarifárias de Donald Trump e o cenário de redução de hegemonia dos Estados Unidos no ambiente global, o mercado está ainda mais atento a todos os dados da maior economia do mundo. Para Luis Ferreira, diretor de investimento e estratégia para Américas do EFG Capital, a visão ainda é construtiva para o desempenho econômico do país.

Segundo dado revisado publicado recentemente pelo Bureau of Economic Analysis, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA caiu 0,2% no primeiro trimestre em base anualizada. “Na avaliação do time de investimentos do EFG, o resultado não causa surpresa nem altera nossa visão construtiva para a economia americana para este ano”, afirmou Ferreira.

Os principais motores da atividade no país – o consumo das famílias e o investimento privado, que representam juntos mais de 70% do PIB americano – tiveram crescimento de janeiro a março, destaca o diretor. “Esses componentes seguem resilientes, reforçando nossa convicção de que, no agregado do ano, os EUA devem evitar uma recessão em 2025.”

O cenário base do EFG permanece com o PIB de 2025 acima do nível observado em 2024, com expansão próxima de 1% neste ano, embora possa haver uma recessão técnica, ou seja, quando há dois trimestres consecutivos de queda do PIB. “Ainda assim, tal dinâmica seria pontual e não comprometeria a tendência de médio prazo de expansão econômica”, avalia o diretor de investimento e estratégia do EFG.

“Continuaremos monitorando os dados econômicos com atenção, mas mantemos nossa leitura de que a economia americana segue em trajetória positiva, ainda que marcada por oscilações de curto prazo”, conclui Ferreira.

Com sede em Zurique (Suíça), o EFG International, do qual a corretora EFG Capital faz parte, tem presença em mais de 40 países, e atua exclusivamente no setor de private banking. Desde 2022, o banco tem dois escritórios de representação no Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro, com foco na internacionalização do patrimônio de seus clientes. O grupo tem cerca de US$ 200 bilhões sob gestão globalmente.

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