N5X inicia negociação em tela já com a participação de gigantes do setor elétrico

Nova bolsa brasileira de energia, a N5X inaugurou as negociações em tela de compra e venda de energia no mercado livre entre participantes institucionais. A estreia do serviço já inclui gigantes do setor, como Auren, Casa dos Ventos, Eletrobras, Eneva,  Hydro e Statkraft, entre as mais de 240 empresas cadastradas na plataforma N5X.

Lançamento da operação em tela da N5X teve tradicional ring the bell na B3

Dri Barbosa, CEO da N5X, diz que a negociação em tela coloca a plataforma N5X como uma solução completa de comercialização de energia, desenvolvida a partir da escuta ativa das necessidades do setor, e é um passo importante no avanço do desenho do mercado de trading brasileiro.

“No ano passado, lançamos a etapa de formalização de negociações bilaterais por meio da Boleta N5X.  Agora, avançamos para a etapa de negociação em que os participantes institucionais do mercado livre podem configurar suas políticas de risco e negociar com as contrapartes diretamente na tela”, diz a executiva sobre a digitalização desse mercado que é essencialmente físico e bilateral no Brasil.

Com a operação em tela na plataforma da N5X, os participantes institucionais do mercado de comercialização de energia podem cadastrar e gerenciar suas políticas de risco de contraparte com alerta integrado do sistema. Na tela N5X, é possível inserir, acompanhar e executar ordens de compra, respeitando as políticas de risco bilateral das partes. As negociações concluídas, são automaticamente direcionadas aos sistemas de controle de contrato dos participantes.

Os usuários também destacam a comunicação segura e rastreável entre as empresas como um diferencial da solução da N5X. Stella Cabreira, Senior Market Compliance and Risk in Energy na Norsk Hydro global, avalia que a ferramenta vem de encontro às políticas de compliance: “Temos processos robustos a cumprir, e auditar as conversas dos operadores em ferramentas externas é uma atividade operacional e complexa. Com a funcionalidade de chat da N5X, a comunicação por mensagem se torna fluída tanto para os operadores quanto para os times de compliance”, explica Stella.

Italo Freitas, vice-presidente de Comercialização da Eletrobras, por sua vez, destaca a importância do papel da N5X no cenário atual do setor: “Com o crescimento constante de negócios no ambiente livre de contratação de energia brasileiro, já correspondendo ao equivalente a 43% do consumo nacional, é tão necessário quanto urgente a chegada de uma plataforma independente e com potencial tecnológico e de mitigação de riscos. Entendemos que a N5X tem potencial para atender essa demanda”.

À essa construção junto às principais empresas do setor, o projeto agregou a tecnologia e a expertise em mercados bilaterais do Grupo EEX, maior bolsa de energia do mundo e acionista da N5X, com o capital da B3 (por meio do fundo independente L4). O resultado é uma solução com governança neutra, plataforma estável e excelência na entrega e no atendimento.

“A Tela de Negociação N5X representa mais um marco em nossa missão de construir mercados seguros, bem-sucedidos e sustentáveis globalmente. Ao longo de 25 anos de operações, estabelecemos mercados de energia bem-sucedidos na Europa, nos EUA e na Ásia, e agora temos a satisfação de trazer nossa experiência e tecnologia ao mercado brasileiro. Nesse contexto, consideramos fundamental o engajamento com parceiros locais e a colaboração com os participantes do mercado. Estamos convencidos de que a oferta da N5X para o mercado brasileiro agregará valor tanto aos participantes locais quanto à base de clientes do Grupo EEX”, afirma Peter Reitz, CEO da EEX.

Luiz Masagão Ribeiro Filho, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3 e conselheiro observador da N5X, vê no apoio de diferentes participantes um reconhecimento à proposta da N5X em desenvolver o mercado de negociação de energia brasileiro: “Temos recebido muito apoio de diferentes participantes que acreditam muito na importância de termos uma comercialização cada vez mais robusta e segura em nosso país. No futuro, fruto de um debate com reguladores, iremos evoluir para uma solução com contraparte central, mas entendemos esse lançamento da tela como um passo intermediário fundamental para continuarmos gerando engajamento com todos os participantes desse mercado que só tende a evoluir ao longo dos próximos anos no Brasil”.

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