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Mega influenciadores ganham poder de barganha em negociações com marcas, mostra estudo

Os mega influenciadores têm ganhado cada vez mais poder na negociação de contratos de publicidade com marcas. É o que revela um novo estudo publicado pelo Reglab, centro de pesquisas especializado em mídia, tecnologia e regulação. 

O principal objeto do estudo foram as chamadas “cláusulas reputacionais” que as empresas inserem em contratos para se proteger de riscos de imagem em parcerias com influenciadores. A prática permite que, se um influenciador assumir comportamento polêmico ou inadequado – ou for “cancelado” por algum motivo –, a marca poderá rescindir o acordo. Algumas das principais conclusões foram: 

Uma das tendências apontadas pelo estudo, que ouviu representantes de três das cinco maiores empresas de agenciamento de influencers do Brasil, é que os grandes influenciadores também têm exigido a inclusão de cláusulas que permitam o encerramento de contratos se as marcas enfrentarem crises de imagem. 

“É uma ilustração do poder crescente dos mega influenciadores na gestão dessas parcerias”, diz Sophia Melucci, pesquisadora associada do Reglab e autora do estudo. “A percepção de que a reputação do influenciador é tão valiosa quanto a de uma grande marca está ganhando uma força que até alguns anos atrás era inimaginável”. 

Para Pedro Henrique Ramos, fundador e diretor-executivo do Reglab, as conclusões do estudo refletem o protagonismo crescente dos criadores de conteúdo na nova era digital da publicidade. “Os resultados estão em linha com os avanços do mercado de influência, que tem no Brasil um dos maiores mercados do mundo”, diz Ramos. Um levantamento do IAB Brasil mostrou em 2024 que oito a cada dez brasileiros compram produtos indicados por influenciadores digitais. “Os números do mercado ajudam a explicar o porquê de criadores de conteúdo conseguirem negociar contratos em pé de igualdade com as grandes marcas”, afirma Ramos. 

O estudo completo do Reglab pode ser acessado neste link. 

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