O Crania foi até Daiane Gubert, head de assessoria de investimentos da Melver, pedir dicas de investimentos para 2025. A especialista abordou na conversa temas essenciais para quem busca investir com estratégia em um cenário de constantes transformações. Com insights sobre a importância de entender o perfil do investidor e ajustar expectativas em momentos de volatilidade, Gubert destacou: “A chave deste ano com certeza é saber diversificar.” Veja abaixo a íntegra das respostas:
Crania: Renda fixa ou variável: quais são as melhores opções para investir em 2025?
Daiane Gubert: A diversificação de carteira é sempre a forma mais estratégica de alocar os recursos do investidor. Observar o perfil do investidor, seu horizonte de tempo e diversificar as alocações. O ponto em questão é como alocar em 2025 e diante dos desafios que temos em nosso país e que se intensificaram no último trimestre do ano passado, onde observamos o retorno da inflação, forte desvalorização do real frente ao real, taxas de juros futuras subindo de forma importante, e tudo isso precificando o risco fiscal do Brasil.
Dadas essas incertezas locais, somadas às internacionais, como a entrada do novo presidente nos EUA com um discurso bastante radical que pressiona a valorização do dólar, a inflação resiliente e os juros mais altos por mais tempo, esse contexto leva o investidor a adotar uma posição mais conservadora, aproveitando as taxas de juros pós-fixadas e de inflação ofertadas pelo mercado. Assim, considero uma carteira posicionada em Selic, por meio de créditos bancários como CDBs, LCAs, LCIs, Letras Financeiras de médio e longo prazo, crédito privado com emissores de primeira linha e setores mais resilientes, fundos de investimento pós-fixados, sem esquecer de manter uma parte em liquidez diária, visto que oportunidades surgirão.
Aqui também aponto as NTN’s B com aplicações em datas diferentes para captar taxas diferentes e assim olhar para o longo prazo e caso haja uma melhora significativa no ambiente Brasileiro, poderemos ter ágio para uma saída antecipada.
A renda variável poderá trazer algumas oportunidades mas considero que serão pontuais e a estratégia by hold para sofrer ao longo de 2025. Fazer uma gestão próxima da carteira de renda variável pode sim ser positiva com trades rápidos, no entanto, vejo muita volatilidade em 2025. Preço do petróleo pra cima + Dólar pra cima +Juros americanos alto por mais tempo = cinto de segurança afivelados.
Crania: Dólar, ouro e BTC também são boas opções para este ano?
Daiane Gubert: Alocação importantíssima para em 2025 é o dólar. No patamar que estamos, podemos considerar que o dólar está “alto”, mas considerando o contexto, sugiro envios recorrentes fazendo então preço médio do câmbio. Ouro-Alocação vencedora em 2024, com 27% de valorização, e em 2025 não deverá ser diferente. Bancos centrais e milionários buscam proteção e reserva de valor nesse ativo. Essa alocação pode ser feita através de ETF ou fundo de investimento com aporte inicial de apenas R$ 100,00. BTC- ativo super valorizado em 2024 e com potencial de chegar ao preço de U$200mil. O BTC que virou investimentos como reserva de valor tal como o ouro é visto, ganhou espaço em 2024 com a possível flexibilização da regulamentação mencionada por Donald Trump. Vamos entender mais a frente o que acontecerá com discurso de eleição x cadeira de presidente.
De todo modo, sugiro alocação em ETFs ou fundos que compram o ETF. Lembrar que tem volatilidade e deve ser parte do portfólio, sobretudo…longo prazo.
Crania: Qual a estratégia em termos de carteira que o investidor deve adotar para ter sucesso nos investimentos em 2025?
Daiane Gubert: Eu sugiro uma carteira com liquidez para capturar oportunidades que virão. Cenário de volatilidade traz consigo oportunidades, quem tiver liquidez poderá acessar. Ser mais conservador em 2025 poderá sim trazer melhores resultados, com a taxa no patamar que temos e ainda de acordo com as projeções, a SELIC com o diferencial importante de juros. Observar também o risco de emissores no crédito privado. Cenário difícil para o Brasil, será também para as empresas.







