(Este texto foi escrito por Izabela Ares;
Na imagem, Fernanda Landeiro, psicóloga e doutora em saúde pela UFBA)
A chamada síndrome do impostor, marcada pela sensação de inadequação e pelo medo constante de ser desmascarado, tornou-se ainda mais evidente nos tempos atuais, impulsionada pela hiperexposição nas redes sociais e pela cultura de alta performance. A análise é da psicóloga Fernanda Landeiro, que participou, no início de 2025, do programa Brasil com Z, conduzido pela jornalista Sonia Blota na Rádio Bandeirantes.
“A síndrome do impostor não é um termo técnico da psicologia, mas é algo que ganhou força nas redes sociais. Funciona assim: eu sou boa, eu faço as coisas bem, mas sempre estou aquém do que deveria estar. Ou seja, as pessoas têm a sensação de que eu sou melhor do que realmente sou. Dentro da psicologia, chamamos isso de crença nuclear”, detalhou Fernanda Landeiro, doutora em saúde pela UFBA.
Ao longo do programa, a psicóloga explicou que esse sentimento gera muitos impactos negativos na vida da pessoa, como ansiedade, sintomas depressivos e variados problemas relacionados à saúde mental. As crenças nucleares, segundo ela, são formadas na infância ou na adolescência, com base nas experiências vividas nesse período. “Tudo o que acontece na primeira infância inevitavelmente impacta a formação da nossa personalidade”, acrescentou.
“Uma criança que passa por algum grande trauma terá um impacto generalizado quando se tornar adulta. A nossa saúde mental não existe sem nossas relações sociais; não podemos descartar o meio social ou as origens de uma pessoa. Tudo o que acontece, tanto de bom quanto de ruim, na primeira infância fará diferença no futuro”, concluiu Fernanda.
Reconhecer as características da síndrome do impostor e trabalhá-las, com o apoio de um profissional, é uma das formas de minimizar os impactos negativos à saúde mental, segundo a psicóloga.



