(Na foto, Eduardo Lopes, presidente da Zetta, uma das associações que estão no GT)
O Grupo de Trabalho (GT) Interministerial do Spread Bancário, formado por representantes do governo federal, do setor financeiro, da indústria e dos trabalhadores, foi instalado formalmente com o objetivo de analisar o cenário estrutural do custo de crédito no país e propor medidas que levem à redução das taxas de juros praticadas.
Na reunião inaugural, Eduardo Lopes, presidente da Zetta, associação sem fins lucrativos que representa as plataformas de serviços financeiros digitais, destacou os desafios dessa agenda, enfatizando a importância de debater soluções microeconômicas que possam mitigar o spread bancário e diminuir o custo geral do crédito. Segundo ele, as fintechs enfatizaram a necessidade de promover uma maior competitividade no setor, sugerindo o compartilhamento ampliado de dados financeiros já disponíveis.
Sob a coordenação política do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, e a coordenação técnica do Ministério da Fazenda, o GT atuará em torno de seis eixos principais: inadimplência e custos relacionados a perdas com crédito; financiamento para empreendedores, microcrédito e pequenas e médias empresas (PMEs); custos administrativos, financeiros e tributários; prevenção e combate a fraudes; fundos garantidores e instrumentos financeiros inovadores; além do acesso a dados e plataformas digitais.
O grupo, que conta com a participação de entidades como a Zetta, Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos (Abipag), Confederação Nacional da Indústria (CNI), de bancos privados e públicos e das centrais sindicais, deve apresentar um relatório final com suas recomendações em março do próximo






