Game também é esporte (e mercado bilionário!)

Impulsionado pela popularidade de jogos como Free Fire, Fortnite e League of Legends, setor de eSports está avaliado em mais de US$ 1 bilhão e segue na cola do mercado de esportes tradicionais    

eSports

Em 19 de outubro de 1972, a Universidade de Stanford realizou as “Olimpíadas Intergaláticas de Spacewar”, um campeonato de um dos primeiros jogos de computador. O prêmio do torneio, disputado pelos próprios estudantes da instituição, era uma assinatura anual da revista Rolling Stone. Nada mal para a primeira competição do gênero no mundo. 

Desde então, os eSports (esportes eletrônicos) ganharam características mais competitivas, recompensas milionárias, e, principalmente, tornaram-se muito mais do que simples partidas de videogame. O que era algo casual acabou virando um negócio com cifra de bilhão. Os antigos e assíduos frequentadores das inesquecíveis lan houses jamais teriam imaginado esse cenário.  

Mercado bilionário 

Segundo informações distribuídas pela plataforma de dados Statista, o mercado global de eSports, em 2021, já está avaliado em mais de US$ 1,08 bilhão. O levantamento aponta também que o setor continuará crescendo nos próximos anos, podendo chegar, em 2024, à receita total de US$ 1,62 bilhão. 

Ainda de acordo com o levantamento, a maior parte dos recursos do segmento é decorrente de patrocínios e publicidade. O restante está relacionado aos direitos de mídia, comércio de mercadorias, valores angariados por serviços de streaming, entre outras fontes. 

E não é só isso. Com um pouco de atenção, é possível perceber que essa é só a ponta do iceberg. Segundo a Newzoo, o mercado mundial de games (que inclui o segmento de eSports) é um dos mais lucrativos no planeta. Dados de 2019 revelam que o setor alcançou a receita total de US$ 144 bilhões. Do montante, o Brasil abocanhou US$ 1,7 bilhão.

 Organizações profissionais

Todo campeonato precisa de times populares (e rivalidades), o que não falta aos esportes eletrônicos. E, de fato, as organizações de eSports são fundamentais para a manutenção do segmento. São equipes que encantam milhões de torcedores ao redor do mundo e chegam a cifras que podem se equiparar às dos esportes tradicionais.  

Um levantamento do Visual Capitalist mostra que as equipes americanas de League of Legends (LOL) estão entre as três mais valiosas do mundo. Com valor de mercado de US$ 410 milhões, a primeira colocada é a Team SoloMid (TSM). Na sequência estão a Cloud9 (C9), com US$ 350 milhões, e a Team Liquid (TL), com US$ 310 milhões.  

Veja a lista completa: 

Fonte: VisualCapitalist 

Audiência global e premiações 

Estruturados e com premiações milionárias, os torneios de eSports são acompanhados por milhões de entusiastas. Para 2021, dados divulgados pela Statista projetam que a audiência mundial dos campeonatos de games deva alcançar a marca de 474 milhões de pessoas. No último ano, mais de 435 milhões de indivíduos acompanharam algum tipo de eSports. 

Por causa da pandemia da Covid-19, os campeonatos ganharam mais força nas diversas plataformas de streaming e na televisão. E, obviamente, geraram muita repercussão e engajamento nas redes sociais – o que é um verdadeiro tesouro para grandes patrocinadores da modalidade, como, por exemplo, a Red Bull

E não é só quem assiste que acha graça nos torneios. Os atletas e equipes ficam felizes da vida (e com os bolsos recheados) quando saem vitoriosos. De acordo com o portal Esports Earnings, que rastreia os valores pagos em campeonatos eletrônicos, o DotA 2 é o primeiro colocado em termos de premiação. O game desembolsou mais de US$ 231 milhões, num total de 1499 torneios.  

Em segundo lugar está o Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), com mais de US$ 113 milhões, em cerca de 5587 campeonatos. Na terceira posição, está o Fortnite, com aproximadamente US$ 104 milhões, em somente 693 torneios. 

Confira uma matéria sobre outro mercado bilionário, o ESG: clique aqui.

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