A Trace Finance, fintech brasileira que oferece uma solução global para startups da América Latina, lança hoje uma conta global para empresas estrangeiras com o BNY Mellon Pershing, do banco BNY Mellon, o maior custodiante do mundo, com mais de USD 44 trilhões em custódia. A Trace, que se destacou por ajudar startups que ficaram órfãs do Silicon Valley Bank em março deste ano, espera dobrar a base de clientes com a nova conta e trazer até 60% do valor de futuras rodadas de investimento.
A nova conta da Trace Finance pode render até 5,5% ao ano, em dólares, por meio de investimentos em títulos do Tesouro americano. Além disso, os usuários podem garantir até USD 5 milhões em cobertura do FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation, fundo garantidor de crédito americano) por meio de Cash Sweeps (mecanismo que distribui grandes saldos em diversos bancos para acessar milhões de dólares em cobertura do FDIC).
Inicialmente a startup pretende bancarizar empresas americanas e holdings offshore de países como Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas, Bahamas e Reino Unido. A conta da Trace Finance oferece transferências domésticas e internacionais ilimitadas e não possui custos de manutenção.
‘’Com a quebra do Silicon Valley Bank (SVB), nossos usuários demandaram mais segurança. Via de regra, eles não queriam deixar seus ativos em um banco que fosse menor do que o que falhou, então vimos muitos ativos entrando com a falha do SVB, mas logo os usuários seguiram o ‘flight to safety’ – buscaram bancos mais sólidos, que estivessem dentre os 10 maiores bancos do mundo”, afirma Bernardo Brites, CEO e co-fundador da Trace Finance. Esse movimento abriu uma oportunidade de mercado. “Hoje temos a satisfação de compartilhar que os ativos dos nossos clientes estarão custodiados com a melhor alternativa do mercado, o BNY Mellon Pershing, no maior custodiante do mundo”, afirma Brites.
“Recomendo aos founders guardarem suas rodadas em bancos Tier 1, como BNY Mellon e JP Morgan. Bancos como Lineage e Evolve são até 1000 vezes menores que o SVB era quando quebrou esse ano e tem uma concentração muito grande de startups. É um grande risco”, comenta Elvimar Martins, CFO da Onfly, fintech de gestão de despesas corporativas. Antes de quebrar, o SVB tinha USD 200 bilhões sob gestão. Hoje os bancos regionais americanos responsáveis por bancarizar startups têm, em média, de USD 200 milhões a USD 5 bilhões sob gestão.
A Trace Finance atende atualmente mais de 500 empresas em seus produtos de câmbio e conta global, incluindo empresas como Conta Simples, Alexia Ventures, Logcomex, Rocket.Chat, Stone, Buser e The Coffee. Mais de R$ 2,5 bilhões já foram transacionados pela Trace, que busca criar um ecossistema financeiro sólido para empresas globais.
“Para empresas ao redor do mundo que querem uma conta global em dólar de alto rendimento, a Trace é a melhor solução bancária na América Latina e em todo o mundo. Ela combina a segurança de um banco ‘muito grande para quebrar’(too big to fail) com uma excelente experiência do usuário e alto rendimento”, afirma Victor Wang, sócio da Hof Capital, um dos investidores da fintech.







