Ícone do site Crania

O triunfo do puxa-saco

Por Paula Ponzi

Sempre detestei o jogo corporativo e nunca deixei de me surpreender com o triunfo dos bajuladores sobre os que considerava competentes, ágeis. Por filosofia de vida e inabilidade de engolir sapos, sou uma adepta convicta da política de resultados: trabalhe, entregue e defenda suas ideias.

Perdi a conta de quantos feedbacks negativos recebi por não jogar o jogo: pouco política, muito enfática, “faca na bota”. Paralelamente, acompanhei a ascensão e triunfo de tantas pessoas premiadas pela disposição de reprimir seu próprio senso crítico para subir alguns degraus na carreira.

A arte imita a vida e vice-versa. Nisso, a série Succession acertou em cheio: um xeque-mate dos babacas. Quem sabe fique a lição para os que pregam o jogo corporativo e incentivam a política do puxa-saquismo.

Sair da versão mobile