Marília Lacerda é publicitária e há 12 anos atua na construção e comunicação de marcas. Atualmente, ocupa o cargo de Head de Marca da Azos, com passagens por agências de publicidade como Almap BBDO, Fbiz e Suno United Creators e no time de Consumer Marketing do Instagram no Brasil.
Natural de Pernambuco, Marília está sempre na companhia de suas cachorras, e tem grande interesse por assuntos relacionados a psicanálise e feminismo. Confira a entrevista completa a seguir:
Qual a sua melhor memória de infância?
A melhor memória que tenho é a minha avó Ceça. Toda vez que penso na minha infância, a figura dela está lá. Eu passava as férias da escola com meus irmãos, meus primos e meus avós na Praia de Tamandaré, em Pernambuco. São as melhores memórias da minha infância.
Um livro ou um filme que mudou sua vida.
Bacurau. É um filme que fala muito sobre resistência, sobre o que é ser brasileiro. E tem muito a ver com o Nordeste, de onde eu vim. Ele demonstra muita coisa que é importante para mim, de cultura, do jeito de ser.
Qual é o seu lugar preferido?
O sofá da minha casa. Gosto de ficar ali, com meu companheiro, com as minhas cachorras. Acho que é o lugar que me sinto mais confortável, no sentido literal e figurativo.
Descreva um dia perfeito.
Um dia de sol, com certeza. Acho que o calor é uma premissa de dia perfeito. Um dia perfeito seria tomar um café preto, fazer as coisas com calma, passear com minhas cachorras, almoçar com a minha família, ver um filme. No pôr do sol, molhar os pés no mar. Depois, sair para tomar uma cerveja com minhas amigas. Sou uma pessoa de coisas simples, de pequenos prazeres.
Para você, o que é sucesso?
É conseguir lidar com os momentos desafiadores com tranquilidade e consciência emocional, pois a vida não é fácil. Manter a saúde mental, e isso também envolve independência financeira. Como mulher, ainda tenho uma preocupação muito grande em preservar a minha individualidade.
Qual foi a sua maior superação?
Minha grande superação – que é constante – é estar longe da minha família. Quando saí da minha cidade natal, para ter as minhas próprias conquistas, foi uma superação no sentido emocional. Precisei, e ainda preciso, de muita dedicação para bancar essa escolha.
Alguém que te inspira.
Louise Madeira. Ela trabalha com psicanálise e traz assuntos em seu perfil que gosto muito. Acho ela uma ótima tradutora do que são as relações e a mente humana. Me inspiro muito nela no sentido de autoconhecimento. Outra psicanalista que acompanho, um pouco mais conhecida, é a Vera Iaconelli. Consumo o que ela escreve, me ajuda a entender o que estou sentindo, o que penso e o que gostaria de falar. Elas também trazem a questão de gênero e discussões importantes, como o feminismo. E de um jeito mais próximo, mais pessoal, tem o meu namorado, Renato. É uma pessoa que me inspira muito na nossa troca diária, para além da relação romântica. Tem uma troca construtiva, de crescimento, de amadurecimento. Ele me incentiva a ir atrás do que quero e preciso melhorar. É uma inspiração prática.
Como se vê daqui a 10 anos?
Trabalhei a minha vida inteira com planejamento, visões a longo prazo, estratégia de marca,sempre fui do futuro, e hoje tento focar mais no presente. Então, não tenho muito essa clareza de onde estarei, ultimamente não penso muito nisso. Apenas me vejo sendo melhor do que sou hoje, isso com certeza.
Se pudesse resolver um problema do mundo, qual seria?
A falta de diálogo, de afeto, de consciência. Se resolvesse isso, resolveria muita coisa.



