Bernardo Leão, sócio da 051 Capital, é formado em Administração de Empresas e em Direito, ambos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ). Ele acumula passagens pelas gestoras Gávea Investimentos e Carpa Family Office. Em sua trajetória profissional no mercado financeiro, atuou nas áreas comercial e de relacionamento com os clientes.
O apreço pela arte apareceu logo cedo, e o carioca dedica parte de seu tempo fora do escritório em trabalho voluntário. Para o executivo, a melhor forma de encarar a vida é sem criar expectativas. Confira a entrevista a seguir:
Qual a sua melhor memória de infância?
Tenho uma lembrança forte de visitar exposições de arte. A cada ida, descobria algo novo, desenvolvia minha criatividade. Isso influenciou no trabalho voluntário que faço desde 2008 no Museu da Arte Moderna do Rio de Janeiro, inclusive. Acho importante estimular as crianças e os jovens a criarem vínculo com a arte e a cultura.
Um livro ou um filme que mudou sua vida.
O último filme interessante que assisti foi Argentina, 1985. Gostei bastante, tem muito a ver com o momento que enfrentamos no Brasil atualmente.
Qual é o seu lugar preferido?
Gosto muito do Rio de Janeiro, é onde me sinto em casa. Isso me faz continuar morando aqui, ao contrário de muita gente que se muda por conta de trabalho. Acho que a cidade tem muita coisa para ser feita como cidadão. Você não encontra o pacote completo do Rio em lugar algum do mundo.
Descreva um dia perfeito.
Um dia cheio de surpresas, sem expectativas, para não ter nenhum tipo de frustração. Não esperaria nada dele, deixaria tudo simplesmente acontecer.
Para você, o que é sucesso?
Sentir-se realizado, sempre mantendo os princípios, a ética e os valores em primeiro lugar. E manter um relacionamento bom com as pessoas, respeitando cada um da maneira que é.
Qual foi a sua maior superação?
Toda mudança profissional enseja uma superação. Todo mundo palpita, opina sobre suas decisões. Apesar do frio na barriga, é importante encarar novos desafios, sair da zona de conforto.
Alguém que te inspira.
Várias pessoas me inspiram, não me limitaria a uma. Cada uma tem sua qualidade, seu defeito e sua contribuição.
Como se vê daqui a 10 anos?
Claro que temos várias expectativas do que vai acontecer, mas acho que servem mais de estímulo. Se eu tiver saúde física e mental daqui a 10 anos, tudo é ganho.
Se pudesse resolver um problema do mundo, qual seria?
A intolerância e o ódio. As pessoas não estão se ouvindo, não estão respeitando as opiniões alheias, quaisquer que sejam os motivos. Acho que resolver isso ajudaria muito na dinâmica de relacionamentos, seria bom para todo mundo, independentemente de nicho ou grupo.



