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Aprendizado e curtição

Uma das coisas que mais me encantam nos parques temáticos de Orlando, na Flórida, é constatar duas faixas etárias dominantes de trabalhadores que atendem a multidão de turistas. Elas são sempre formadas por uma galera muito jovem, de 20 e poucos anos, e uma outra prateada, acima dos 65.

Tal qual um animado encontro de milhares de vovôs e vovós locais com os netos vindos de vários lugares do país e do mundo, recepcionistas, caixas, guias, garçons e balconistas exibem enorme disposição com seus contratos temporários de trabalho por três meses. Extremos da vida laboral unidos.

Mas quais são as reais motivações de cada um desses dois grupos? Os novos buscam carimbar no currículo a experiência com uma marca de excelência, como Disney e Universal. Os idosos, por sua vez, dão duro para juntar grana para curtir o trimestre seguinte num lugar divertido e ensolarado.

Ambas as intenções dos blocos geracionais são objetivas, justas e saudáveis. Por isso é que lamento ao ver gente carente de treinamento e chances esnobando bons estágios. Também é triste ver aposentados tendo de ralar para conseguir complementar a renda e não ser despejado da casa alugada.

Dias preguiçosos são merecidos para quem já deu duro. O inverso também é válido para quem precisa ainda de capacitação mas deseja a curtição sem limites, deixando os primeiros passos só para depois. Tudo tem seu tempo certo de plantar e de colher. Todo trabalho serve para curtir e aprender.

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