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Mucio Novaes: “Estamos sempre superando algo”

Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco, Mucio Novaes é sócio e conselheiro da Finacap Investimentos, gestora pernambucana com 25 anos de atuação no mercado financeiro. Em sua trajetória profissional, ocupou cargos de liderança em companhias financeiras, além de uma passagem como membro da Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg.

Viajante desde criança, Mucio prefere o campo à cidade nas horas livres. O executivo ainda revela a veia artística e seu interesse por arte, principalmente a poesia. Confira a entrevista completa a seguir.

Qual a sua melhor memória de infância?

Até os 15 anos de idade, eu morei fora do Brasil. Rodava o mundo acompanhando o meu pai, que era diplomata. Portanto, as minhas primeiras memórias são no exterior. Uma que me marcou foi a primeira vez que andei a cavalo, aos cinco anos de idade.

Um livro ou um filme que mudou sua vida.

Um filme que carrego até hoje é Cinema Paradiso, por causa da trilha sonora e da história. É sobre um menino tão apaixonado por filmes que chega a morar em uma sala de cinema.

Qual é o seu lugar preferido?

Atualmente, Lisboa, em Portugal. É uma cidade tranquila, com muita cultura, arte, gastronomia. Você pode caminhar na rua tranquilamente, visitar museus, restaurantes. Lisboa está se tornando uma cidade cosmopolita.

Descreva um dia perfeito.

Um dia com a minha família, tenho duas filhas e três netos. Reuniria todos para almoçar e conversar, no campo, de preferência.

Para você, o que é sucesso?

Sucesso é ter felicidade pessoal e uma trajetória profissional calcada com trabalho, honestidade, dignidade, produtividade e muito estudo.

Qual foi a sua maior superação?

Estamos sempre superando algo na vida pessoal e profissional. Eu tenho 67 anos, superei muitas coisas, como dificuldades empresariais, mas nada específico.

Alguém que te inspira.

Fernando Pessoa. Eu escrevo poesias, então ele me inspira cultural, pessoal e profissionalmente.

Como se vê daqui a 10 anos?

Se eu disser que não me vejo, você vai ficar preocupado [risos]. Eu me vejo quietinho em lugar tranquilo, espero que com a saúde em ordem, estudando e lendo sobre arte, cultura e poesia.

Se pudesse resolver um problema do mundo, qual seria?

A fome. É um problema que assola o mundo todo, principalmente os países mais pobres, com menos educação e condições de desenvolvimento socioeconômico. É uma realidade cruel.

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