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Resiliência na Ucrânia e nas Bolsas Rússia afora

Mas, enquanto a Rússia desmorona, os mercados fora do país se mostram resilientes. Aqui no Brasil, o Ibovespa segue em movimento de alta

Infelizmente não há outro tema a ser abordado, esta semana, que não a guerra que a Rússia está declarando contra boa parte do mundo, ao atacar a Ucrânia.

A resistência heroica do povo ucraniano, assim como a resposta mundial com sanções econômicas contra a Rússia e sua oligarquia, parecem encaminhar o conflito para uma conclusão muito distinta daquela planejada por Putin.

Resta agora saber se essa pressão será suficiente para demovê-lo ou até derrubá-lo, ou, ao acuá-lo, vamos atiçar o seu pior? As ameaças com o uso de armas nucleares, com certeza causam apreensão no mundo todo.

As consequências para a Rússia estão sendo duras. Os custos da guerra somados aos impactos das sanções começam a surtir efeito na economia do país, que parece estar à beira de uma implosão.

A Bolsa de Valores por lá não abre desde segunda-feira, não sendo possível negociar ativos. O Banco Central russo também passou a adotar medidas, como comprar ouro, e aumentou a taxa de juros de 9% para 20%. O Rublo, moeda do país, chegou no mesmo patamar do peso argentino e superou o movimento que ocorreu durante a crise da Rússia dos anos 90.

O gráfico abaixo mostra como a moeda russa perdeu valor em cada investida militar desde que Putin chegou ao poder.

Os EUA e potências europeias começaram a impor restrições à Rússia e os bancos russos estão sendo excluídos do SWIFT, serviço global de comunicação entre instituições financeiras. Com os bancos russos fora do sistema, não é possível pagar e receber pelo que se compra na Rússia. Em 2021, eles compraram quase 350 milhões de dólares em soja brasileira, 320 milhões em carnes e 130 milhões em café.

Isso pode afetar diretamente o agronegócio, afinal, tudo o que a Rússia exporta deve ficar mais caro. Nós importamos produtos químicos e fertilizantes. Com certeza teremos impactos nos preços globais de alimentos. O Vitreo Agro sobe quase 2% nesse início de mês.

Como já disse no último DB, a Rússia é o segundo maior fornecedor de gás natural do mundo. A Alemanha, por exemplo, é um dos países dependentes do fornecimento de gás natural russo. As usinas nucleares da Alemanha foram desativadas após o desastre de Fukushima. A única solução, hoje, para depender menos da Rússia, seria reativar essas usinas. Mas será que essa é, realmente, uma possibilidade?

O preço do urânio, o elemento químico destinado para obtenção de energia nuclear, está subindo, e o nosso fundo Vitreo Urânio tem capturado esse movimento, com boa alta nesse início de mês.

O barril de petróleo já chegou a ser negociado na casa dos 116 dólares. O Vitreo Petróleo tem capturado boa parte desse movimento, mostrando ser uma boa alternativa de diversificação para as carteiras dos nossos clientes.

O mercado de carbono também está sofrendo efeitos da guerra. O preço das licenças de carbono da União Europeia está caindo. Após atingirem altas de 97 euros, hoje, o valor está abaixo de 70 euros. O preço do carbono é muito importante para a UE, pois é o parâmetro que eles utilizam como um mecanismo para reduzir as emissões. O Vitreo Carbono tem sentido essa volatilidade, caindo forte nesse início de mês.

O MSCI, responsável pelos principais índices financeiros que existem no mercado, optou por excluir a Rússia da composição do índice de países emergentes, colocando-a como “Stand Alone Market” (mercado autônomo). Com isso, bilhões de dólares de investimento oriundo de fundos passivos deixam de ir para o mercado e empresas russas. Antecipando esse movimento, já na semana passada, zeramos a exposição do nosso fundo Emerging Markets à Rússia. O redirecionamento desses recursos pode acabar beneficiando os países da América Latina, em particular o Brasil, que fazem parte do MSCI Emerging Markets.

Mas, enquanto a Rússia desmorona, os mercados fora do país se mostram resilientes.

Aqui no Brasil, o Ibovespa segue em movimento de alta. Depois de subir 0,89% em fevereiro, o índice começou março em ritmo forte (já sobe mais de 2% no mês enquanto escrevo este texto) – muito por conta, ainda, do alto fluxo estrangeiro e aumento no preço das commodities. Os nossos fundos de renda variável têm aproveitado esse movimento, com destaque para o Deep Value.

Nos EUA, o S&P500, principal índice da Bolsa americana, sobe desde o início da guerra. Em seu discurso anual no Congresso americano, o presidente Biden falou da guerra e aproveitou para falar também sobre a inflação nos EUA, defendendo impostos mais altos e apresentando as medidas que deverá tomar para contenção do fenômeno.

Falando em EUA, aproveitei o feriado do Carnaval das festas privadas, aqui do Brasil, e troquei o calor pelo frio de Nova Iorque. Aproveitei para visitar parte da minha família que mora lá. Divido aqui com vocês algumas percepções, após 2 anos de impactos de pandemia.

A vida parece voltar ao normal, mas um normal ainda meio diferente. A cidade não está mais lotada como era, parecia até que o feriado era lá.

Como em São Paulo, impossível não notar o número de lojas e estabelecimentos fechados e, aqueles que estão abertos, parecem ter menos produtos expostos do que antes. Impactos claros da transição para o comércio online.

Os preços estão mais caros. Não dá para não sentir o efeito da desvalorização da nossa moeda e da inflação nos EUA. Táxis agora são mais baratos que Uber. Museus tabelados à 25 dólares o ingresso de adulto e, como sempre, aquela sensação de que estão dando algo de graça nas lojas da Apple. Quer um iPhone novo? Então compre pela internet, e retire na loja alguns dias depois. Segundo um vendedor me confidenciou, quando a loja recebe um lote novo, as pessoas chegam com malas e compram todos!

A pandemia deixou outros sinais, também. O uso de máscaras é facultativo, mas prova de vacinação é obrigatória para entrar em restaurantes e museus. E muitos restaurantes ganharam uma extensão do lado de fora, pequenas “casinhas” montadas nas ruas com mesas e cadeiras. Além disso, em muitas esquinas vans oferecem gratuitamente testes de Covid (PCR e antígeno). Ótimo para turistas brasileiros, como eu, que precisam de teste para voltar ao Brasil.

Procurei ver o impacto da liberação da maconha no Estado. Além da “maresia” que agora é mais sentida pelas ruas da cidade, só algumas lojas especializadas. Falando no assunto, tenho lido relatórios apontando para o crescimento do setor enquanto a discussão da liberação do uso avança em novas frentes.

O CEO da Green Thumb Industries, Ben Kovler, diz que estão sendo criadas oportunidades da casa dos 50 bilhões, que podem se converter num ponto de virada para os investimentos no setor. E recentemente, na França, estão esquentando as conversas sobre a liberação do cultivo da planta. Tomara que isso signifique um ponto de virada para os nossos fundos de cannabis que ainda sofrem, desde o seu início.

De volta ao Brasil e ao calor do batente, finalizo com uma boa notícia por parte da CVM: aumentou a lista das certificações aceitas para que você se encaixe na condição de investidor qualificado! CPA10, CPA20 e PQO, que são mais simples de serem obtidas. Grande notícia para você que quer aproveitar os limites mais amplos dos produtos restritos ao investidor qualificado.

Leia o Diário de Bordo na íntegra:  clique aqui. 

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