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Brasil tem quatro empresas entre as 250 maiores varejistas do mundo, aponta pesquisa da Deloitte

Valor total global é de US$ 5,1 trilhões; a receita somada de todas as varejistas do ranking cresceu 5,2% no período

No ano fiscal de 2020, encerrado em 30 de junho do ano passado, a pandemia da Covid-19 impulsionou o crescimento das 250 principais varejistas do mundo em um ritmo mais rápido do que no ano anterior, revela a pesquisa “Os Poderosos do Varejo Global 2022”, realizada pela Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo. À medida que os hábitos dos consumidores foram mudando por conta da pandemia, especialmente ao ficarem mais em casa, o comércio eletrônico teve um forte crescimento. As varejistas de alimentos e bebidas, por exemplo, aumentaram suas vendas, e outros setores, como aqueles ligados à reforma de casas, também se beneficiaram desse comportamento, que compensou a queda em outros mercados, como o de luxo e hoteleiro.

O relatório, que chega a sua 25ª edição, identifica as 250 maiores varejistas do mundo com base em dados públicos disponíveis e analisa o desempenho em diferentes regiões e setores de produtos. Ele também analisa as 50 varejistas de crescimento mais rápido, destaca os novos participantes do Top 250 e fornece uma perspectiva econômica global. No Brasil, quatro redes varejistas ficaram entre as 250 maiores do mundo: Magazine Luiza (195ª posição), Via Varejo (196ª), Lojas Americanas (247ª) e Raia Drogasil (249ª). A receita gerada pelas empresas brasileiras, juntas, foi de US$ 19,5 bilhões no ano fiscal de 2020; nesse quesito, a Magazine Luiza registrou um crescimento de 46,2% e um aumento de 122,6% das vendas pela internet.

“A presença, por mais um ano, de quatro grandes varejistas brasileiras no ranking, mostra a competitividade do setor no Brasil. Os números desta edição mostram que um bom planejamento de digitalização e comércio eletrônico permitiu que essas organizações continuassem a prosperar mesmo diante de um cenário de maior incerteza por conta da pandemia. Os investimentos constantes na transformação digital poderão permitir que 2022 seja um ano de maior otimismo para o setor”, analisa Ricardo Balkins, sócio-líder de Consumer Business da Deloitte.

Comparado aos países da América Latina, o Brasil fica atrás apenas do México no número de empresas listadas; o País tem cinco organizações no ranking, o Brasil tem quatro, e o Chile conta com duas empresas na lista. As 11 varejistas da América Latina registraram o maior crescimento (7,4%) de receita de varejo (taxa de crescimento anual composta) em cinco anos e o segundo maior crescimento ano a ano (5,2%). As quatro varejistas brasileiras registraram crescimento de dois dígitos nas receitas no ano fiscal de 2020. O Brasil desponta, ainda, como 8º lugar entre os 50 países de crescimento mais rápido — com média de 22,8% de taxa de crescimento anual composta e 31,2% no crescimento ano a ano.

ESG está na pauta das principais varejistas do mundo

Com mais da metade (55%) dos consumidores afirmando que compraram um produto ou serviço sustentável no período, o relatório deste ano também analisa como os varejistas em todo o mundo estão lidando com o crescimento sustentável e responsável. A maioria dos varejistas no Top 250 delineou seus compromissos ambientais, sociais e de governança (ESG, sigla em inglês para sigla em inglês para governança ambiental, social e corporativa) e está publicando métricas relacionadas à temática ESG. As credenciais de sustentabilidade de seus produtos, bem como sua marca geral, são uma parte essencial da estratégia de negócios dos varejistas, respondendo às preocupações dos clientes millennials e da Geração Z.

Sete empresas norte-americanas estão entre as Top 10

Walmart, Amazon e Cotsco lideram o ranking das maiores varejistas do mundo, ocupando, respectivamente, a primeira, segunda e terceira posições. Entre as companhias norte-americanas da lista estão: The Home Depot (5º), Kroger. (6º), Walgreens (7º) e Target (10º). A receita mínima para uma empresa entrar no Top 250 no ranking é de US$ 4.1 bilhões, acima dos US$ 4 bilhões do ano anterior, com o tamanho médio da empresa aumentando de US$ 19,4 bilhões para US$ 20,4 bilhões.

“Embora tenhamos entrado em 2022 com alguns ventos contrários muito sérios — inflação, escassez de mão de obra, interrupção da cadeia de suprimentos, um vírus ressurgindo — os varejistas agora têm motivos para serem otimistas”, destaca Ira Kalish, economista-chefe global da Deloitte. “As principais economias provavelmente crescerão este ano, espera-se que os consumidores tenham mais dinheiro e o comércio e o investimento transfronteiriço continuarão em ritmo acelerado”, concluiu Kalish.

Global Powers of Retailing 2021

A 25ª edição da pesquisa Global Powers of Retailing foi realizada com 250 empresas, incluídas com base na receita de varejo para o ano fiscal de 2020 (abrangendo os exercícios fiscais das empresas até junho de 2021). O estudo analisa o desempenho entre as geografias e setores de produtos das empresas, além de apresentar uma perspectiva econômica global, destacar as 50 varejistas que mais crescem e as novas entrantes no Top 250.

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