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5 fatos sobre Carlos Langoni

Ex-presidente do BC morreu neste domingo, 13, aos 76 anos

Ex-presidente do BC morreu neste domingo, 13, aos 76 anos

Carlos Langoni

O ex-presidente do Banco Central do Brasil Carlos Geraldo Langoni morreu ontem, 13 de junho, em decorrência de complicações da Covid-19. Ele estava internado desde dezembro do ano passado no hospital Copa Star, no Rio de Janeiro.

Figura proeminente da economia brasileira, ocupava o cargo de diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas. Pela Projeta Langoni Consultoria Econômica, fez análises macroeconômicas para cerca de 40 empresas no Brasil. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, atuou no processo de privatização da Vale e da Embraer.

Conheça mais sobre a história e carreira dele:

O primeiro “Chicago boy”

Formado na Faculdade Nacional de Economia, no Rio de Janeiro, conseguiu uma bolsa para estudar na Universidade de Chicago. Foi o primeiro brasileiro a obter o doutorado na instituição americana, em 1970. Daí o “Chicago boy”, apelido dado a egressos do centro de estudo. Segundo o ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco, Langoni se apresentava como “Chicago grandfather”.

Ligação com Paulo Guedes

Também “Chicago boy”, Paulo Guedes foi aluno e amigo dele. Tendo recusado um cargo no governo, Langoni se tornou um assessor informal do ministro, principalmente em assuntos relacionados às áreas de gás e abertura comercial.

Ascensão rápida

Aos 35 anos, o economista foi o profissional mais jovem a assumir o cargo de presidente do BC. Chegou ao posto em 1980, depois de dirigir a Área Bancária da instituição. Foi na função que criou o que hoje conhecemos como taxa Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Em 1983, pediu demissão por não concordar com termos de uma carta que o Brasil assinaria com o FMI, na qual o país se comprometia a zerar o déficit público e baixar pela metade a inflação. Achava impossível cumprir aquilo.

Referência em capital humano

Os estudos de Langoni sobre capital humano foram muito lembrados no bojo das homenagens a ele nesta segunda-feira. Aos 28 anos, quando atuava na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), foi encarregado de auxiliar na resposta brasileira ao então presidente do Banco Mundial, Robert McNamara, que havia feito críticas contundentes sobre a desigualdade social no Brasil. A resposta teve como base duas ideias muito difundidas ainda hoje: a desigualdade é estrutural e está ligada diretamente à (má) educação.

Sempre Flamengo

Como bom brasileiro, era apaixonado por futebol, e não permitia que nada nem ninguém o incomodasse durante o jogo do seu Flamengo. Integrou a diretoria do clube, auxiliando, em 2013, o então presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello, a renegociar uma dívida fiscal.

O time também prestou sua homenagem:



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