Nem precisa chamar o síndico

Iporanga faz aporte em startup que oferece soluções a condomínios 

Pensou que maravilha se existisse um sistema para tornar mais fácil a vida de condôminos e daqueles que trabalham num condomínio? Um sistema que otimizasse processos como a reserva de espaços comuns, o registro de ocorrências, o monitoramento de acessos, a realização de assembleias virtuais e a comunicação entre todos os atores desse ecossistema?  
 
Existe. E é obra da eCondos, que por essas e outras recebeu um investimento da gestora Iporanga Ventures, umas das precursoras do segmento de Venture Capital no Brasil. Além da interface para os colaboradores, o sistema desenvolvido pela startup oferece aos condôminos um aplicativo de fácil interação.  

Os sócios da empresa – Ricardo Paiva, Juliano Guimarães e Alex Bahr – são do interior de São Paulo e começaram a empreitada ofertando uma primeira versão do aplicativo a potenciais clientes na região, em 2016. “Da experiência de ter morado em condomínio, veio a percepção de que havia uma lacuna relacionada à operação interna. Na época, não existiam grandes players na área, não tinha um app para moradores”, diz Paiva, que é o CEO.  

O aplicativo dialoga com portarias presenciais ou remotas e alerta os usuários sobre a chegada de visitas. É possível fazer a liberação de entradas por meio de QR Code, reconhecimento facial ou reconhecimento da placa veicular, além de tecnologias mais tradicionais, como cartões, senhas e biometria.  

Diferencial que chamou a atenção do Iporanga: “Ainda hoje há condomínios que fazem controle de entrada em planilhas de Excel impressas, ‘na caneta’. Há pela frente um mercado gigantesco e pronto para ser explorado, com várias ramificações e possibilidades”, avalia  Leonardo Teixeira, sócio da gestora.  

Já são mais de 300 condomínios e 50 mil pessoas fazendo uso do sistema. No último ano, com a pandemia e o menor contato físico entre as pessoas, o faturamento da startup cresceu 300%. 

Com o aporte da Iporanga, a eCondos vai ampliar a equipe, reforçando as áreas de tecnologia e comercial, e o leque de parceiros e serviços, incluindo, por exemplo, a identificação de placas de veículos e rostos suspeitos.  

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